VIVER DE FILOSOFIA “CONHECER A SI PRÓPRIO É O MAIOR SABER”.

Marcando uma grande empolgação em seu conhecimento sobre como viver de filosofia.“Conhecer a si próprio é o maior saber”.

segunda-feira, 23 de julho de 2018


Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes.

Para Aristóteles, o mais proeminente dos filósofos metafísicos, a felicidade é o maior desejo dos seres humanos. Do seu ponto de vista, a melhor forma de conseguir ser feliz é através das virtudes.


Segundo Aristóteles, a felicidade é um estilo de vida: o ser humano precisa exercitar constantemente o melhor que tem dentro dele. Por isso, existe uma grande semelhança entre o que este pensador propôs e os princípios das religiões judaico-cristãs.

A diferença entre eles é que ele não acreditava que a felicidade provinha somente do mundo espiritual, mas também tinha muito a ver com as dimensões terrenas. Insistia na ideia de que não devemos trabalhar para adquirir bens materiais, mas por amor pelo que fazemos.

Nietzsche e a crítica da felicidade;
Nietzsche acreditava que viver pacificamente e sem qualquer preocupação era um desejo das pessoas medíocres e que não valorizam a vida.

Em vez disso, a felicidade é força vital, espírito de luta contra todos os obstáculos que restrinjam a liberdade e a autoafirmação. Ou seja, quando a vida que desejamos coincide com o que realmente somos.

Este filósofo observou que se nos perguntarmos o que é felicidade, encontraremos facilmente uma primeira resposta: a felicidade consiste em encontrar algo que nos satisfaça plenamente.

O que é esse estado subjetivo de satisfação plena? Isto quer dizer que cada um define o que irá fazê-lo feliz;

Slavoj Zizek e a felicidade como paradoxo.

Este filósofo acredita que a felicidade é uma questão de opinião, e não de verdade;

A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada.

Para Sócrates essa idéia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma.

E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica.

Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e a busca pela mesma passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo.

A questão de discutir a felicidade através da filosofia e reflexão é importante para que seja mais claro o caminho de encontro com a mesma, buscada por todos, e independente da época e sociedade em que se vive.

Felicidade é um conceito de difícil definição por ser muito subjetivo, mas foi importante para o surgimento da Psicologia Positiva e, por conseguinte, também se tornou importante para o Coaching.

Felicidade é um conceito de difícil definição por ser muito subjetivo, mas foi importante para o surgimento da Psicologia Positiva e, por conseguinte, também se tornou importante para o Coaching.

A felicidade é constituída por várias emoções e sentimentos que podem ser motivados por alguma coisa em específico, como um sonho que se realizou, um desejo atendido, ou até mesmo aquelas pessoas que são famosas por sempre estarem felizes e bem humoradas, não sendo necessário nenhum motivo específico para que elas estejam em um estado elevado de felicidade.

Os filósofos faziam associação da felicidade com o prazer, uma vez que não é fácil fazer a definição de felicidade como um todo, qual é a sua origem, as emoções e os sentimentos que a envolvem.

Esses filósofos voltaram seus estudos para o comportamento e estilo de vida que, teoricamente, levariam as pessoas ao estado de felicidade plena.

A Felicidade das pessoas. Afinal, felicidade nunca é a mesma coisa para todo mundo, e o padrão de felicidade está evidentemente vinculado a fatores externos, como nosso imaginário, criado pelos filmes e estórias infantis, ou não, pelo dinheiro e pelo estatuto da mídia.

Para Aristóteles, filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, a felicidade é equilíbrio e harmonia, conquistados com a prática do bem.

Pirro de Élis, filósofo grego, nascido na cidade de Élis, considerado o primeiro filósofo cético e fundador da escola que foi chamada de pirronismo, acreditava que a felicidade se dava através da tranquilidade.


Zoroastro, profeta iraniano que teria nascido entre os séculos 17 e 14 a.C., criou uma doutrina religiosa, o zoroastrismo, que se baseava numa luta permanente entre o bem e o mal. e rebanhos de gado".

Por volta do século 6 a.C., na China, dois filósofos apontaram dois caminhos para se atingir a felicidade: Lao Tsé defendeu que a harmonia na vida podia ser alcançada através da união com o tao, ou seja, com as forças da natureza.

Já Confúcio enfatizou o dever, a cortesia, a sabedoria e a generosidade como elementos que permitiriam uma existência feliz.


O dalai lama Tenzin Gyatso defende a autorreflexão e a serenidade como caminhos para se atingir a felicidade.

A felicidade é um tema central do budismo, doutrina religiosa criada na Índia por Sidarta Gautama por volta do século VI a.C.

Um dos grandes mestres contemporâneos do budismo, o dalai lama Tenzin Gyatso, diz que a felicidade é uma questão primordialmente mental, no sentido de ser necessário, primeiramente, se identificar os fatores que causam a nossa infelicidade e os fatores que causam a nossa felicidade.

O dalai lama ainda enfatiza a importância da disposição mental para se atingir a felicidade: sem uma disposição mental adequada, de nada adianta a posse de fatores externos, como riqueza, amigos etc.

E a disposição mental adequada para a felicidade baseia-se sobretudo na serenidade.

Mahavira, um filósofo indiano contemporâneo de Sidarta Gautama, enfatizou a importância da não violência como meio de se atingir a felicidade plena. Sua doutrina perdurou sob o nome de jainismo.

Para o filósofo grego Aristóteles, que viveu no século IV a.C., a felicidade é uma atividade de acordo com o que há de melhor no homem.

O homem, diferente de todos os outros seres vivos, é dotado de linguagem (logos), e a atividade que há de melhor no homem deve ser realizada de acordo com a virtude, então, aquele que organizar os seus desejos de acordo com um princípio racional terá uma ação virtuosa e a vida de acordo com a virtude será considerada uma vida feliz.

Assim, a felicidade, para o filósofo grego, é uma atividade da alma de acordo com um princípio racional, isto é, uma atividade de acordo com a virtude.

Com isso, vemos que a concepção aristotélica de felicidade diverge em muito da concepção contemporânea, por exemplo, que considera a felicidade como a paz de espírito ou um estado durável de emoções positivas.

Trata-se de um dos conceitos centrais na ética e na filosofia política de Aristóteles.

Epicuro, filósofo grego que viveu nos séculos IV e III a.C., defendia que a melhor maneira de alcançar a felicidade é através da satisfação dos desejos de uma forma equilibrada, que não perturbe a tranquilidade do indivíduo.

Um deles, o catolicismo, produziu muitos filósofos famosos, como Tomás de Aquino, que, no século XIII, descreveu a felicidade como sendo a visão beatífica, a visão da essência de Deus.

felicidade e satisfação da filosofia

Ao enfrentar um filósofo antigo e obter sucesso na compreensão de sua filosofia, não compreenderemos, necessária e automaticamente, o pensamento filosófico de um filósofo moderno. De fato, estaremos mais preparados no que diz respeito a saber como lidar com o estilo de escrita árido, característico da filosofia em geral, e a refazer o processo formal necessário para compreender-se um filósofo. 


Entretanto, teremos que novamente iniciar o mesmo trajeto, o mesmo movimento de desvendar os segredos por detrás do pensamento de um filósofo, a aventura da filosofia, exatamente como já fizemos uma vez e como inevitavelmente teremos que fazer ao ler cada novo filósofo.


Isso pode causar uma grande confusão, haja vista que quando Platão falar de “forma”, estará falando de algo completamente diferente de Aristóteles quando ele também estiver falando de “forma”.


Relataremos os elementos necessários a compreensão de uma partida de futebol entre Real Madrid e Barcelona ao explicar a formação das equipes, o campeonato disputado, a posição de cada time, o número de pontos, a história desse confronto, e assim por diante.

Relataremos o que vimos, talvez o que descobrimos posteriormente por meio de outra pessoa, e toda e qualquer informação que possa auxiliar no esclarecimento do fato explicado. Cada pessoa é um ponto de vista distinto, com intenções diferentes e finalidades múltiplas na explicação que dão de um acontecimento. Assim como pessoas diferentes explicam de modo diferente o mesmo acontecimento, dependendo de sua intenção, de sua finalidade, de seus interesses e etc., cada filósofo também explicará o homem e o mundo de um modo diferente: aqueles alinhados ao que chamamos de “essencialismo” terão um modelo explicativo;

Todavia, diferente da explicação comum que daríamos para um acontecimento, a explicação filosófica é uma explicação rigorosa que busca apresentar as razões e as causas daquilo que busca explicar, por meio da aplicação de argumentos precisos e através de nomes gerais, desenvolvidos para tornar o discurso sintético e de modo que este atenda às exigências metodológicas da filosofia.

Essa abstração de um nome que carrega o significado de um conceito geral, que caracteriza vários particulares, é desenvolvida do mesmo modo que na filosofia.

Os magos dos outros universos fantásticos podem até serem, em alguns aspectos, similares aos de Harry Potter, porém não necessariamente foram para uma escola de magia e bruxaria, não receberam cartas de admissão aos 11 anos e nem foram selecionados para casas mágicas. Por isso, é necessário compreender o sentido de mago em cada fantasia que lermos, para entender o sentido de cada história. É necessário compreender o vocabulário filosófico tanto de Abelardo quanto de Hegel, para que seja possível compreender a filosofia tanto de um quanto de outro. É das razões apresentadas e esclarecidas na Fundamentação da Metafísica dos Costumes de Immanuel Kant que compreenderemos o significado dos conceitos de “Dever”, “Boa Vontade”, “Imperativo Hipotético”, “Imperativo Categórico”.

Caso alguém tente ler a Fundamentação da Metafísica dos Costumes de Kant e entender o conceito de “Vontade” através do sentido atribuído por Schopenhauer em O Mundo como Vontade e Representação, a leitura será comprometida e o texto de Kant não será compreendido de acordo com a intenção deste filósofo, assim como ler O Senhor dos Aneis e entender “mago” através do sentido desenvolvido em Harry Potter comprometerá a compreensão da história da Terra Média.

Há alguns conceitos que são paradigmáticos e pertencentes à tradição ocidental, que são retomados e retrabalhados ao longo da história da filosofia, cujo sentido é dado de modo implícito no desenvolvimento da argumentação dos filósofos.

Por isso, além de atentar aos textos em questão para desvendar o vocabulário filosófico de um filósofo, é necessário conhecer toda a história da filosofia, ao menos em suas linhas mais gerais e fundamentais.

Com efeito, ler filosofia é buscar compreender o pensamento de um filósofo, possível por meio de conceitos articulados com as diferentes teses — que constituem seu vocabulário filosófico —, desenvolvidos e encadeados por meio de uma ordem de razões, explicitados na estrutura dos distintos textos e sistemas.


A profundidade filosófica e a sutileza da escrita pela qual as reflexões presentes no enredo de O Pequeno Príncipe são desenvolvidas conseguem proporcionar, por um lado, uma obra genuinamente infantil, com o desenvolvimento de temáticas agradáveis a qualquer tipo de público, desde as crianças até as “pessoas grandes”, e, por outro, problemas filosóficos subjacentes ao enredo que são capazes de suscitar discussões acadêmicas do mais alto nível.


A profundidade filosófica e a sutileza da escrita pela qual as reflexões presentes no enredo de O Pequeno Príncipe são desenvolvidas conseguem proporcionar, por um lado, uma obra genuinamente infantil, com o desenvolvimento de temáticas agradáveis a qualquer tipo de público, desde as crianças até as “pessoas grandes”, e, por outro, problemas filosóficos subjacentes ao enredo que são capazes de suscitar discussões acadêmicas do mais alto nível.


Na medida em que muitos dos problemas levantados — como, por exemplo, os problemas essência e aparência e verdade e falsidade — estão sendo discutidos na história da filosofia desde Parmênides e Platão, a pretensão de uma análise total parece não conseguir abarcar o todo das possibilidades de leitura filosófica desta obra.

Neste lugar, demasiadamente pequeno, coexistiam com esta figura ilustre somente alguns pequenos vulcões, não maiores do que a altura de seus joelhos, pequenos brotos de baobás — estes mais preocupantes, cujo crescimento deveria ser impedido para não pôr em risco seu próprio planeta — e uma rosa. um acendedor de lampiões, que vivia tão somente acendendo e apagando um lampião, dado que, de um lado, ele era um indivíduo que, acima de tudo, seguia as leis e, de outro, o planeta era pequeno demais, com seu ciclo diário de apenas um minuto; e por fim um geógrafo, que não conhecia seu próprio mundo, dado que ele somente catalogava o que os exploradores lhe apresentavam. ela respondeu-lhe que havia seis ou sete homens, já que os vira há muito tempo em uma caravana, mas que eles não tinham raízes, então o vento os levava.

Depois ele decidiu subir uma montanha e cumprimentar os céus, mas os achou muito chatos, já que o eco lhe respondia a repetição do que ele falava; Não seria em vão, ensinara-lhe a raposa, se ele tivesse que partir e eles jamais se vissem novamente, na medida em que ela se lembraria dele nos campos de trigo, pensando em seus cabelos amarelos, e ficaria feliz. Depois de muito procurar, encontram um poço e, mais uma vez, o principezinho explicita a seu amigo piloto o significado de suas descobertas, a saber, o essencial não é o aparente, na medida em que, assim como o poço que estava escondido no deserto e as estrelas que também escondiam sua rosa no céu, as coisas belas que realmente importavam não podiam ser vistas com os olhos, mas sentidas com o coração.

Nessa jornada, o piloto descobre que encontrara o principezinho no meio do deserto porque ele estivera fazendo sua jornada de volta para o local de onde viera.

Ele percebe que, assim como a raposa e a rosa, ele fora cativado pelo principezinho e desesperou na iminência de perdê-lo.

Ao questioná-lo, ele descobre que a cobra seria responsável por, de certo modo, enviá-lo de volta a seu planeta, já que seu corpo seria pesado demais para acompanhá-lo na jornada de volta.

se de um lado a raposa lembraria de seus cabelos loiros no trigo dos campos, ele, de outro, lembraria da risada do principezinho ao olhar para as estrelas todas as noites.

Apesar de recuperado anos após os acontecimentos, o piloto revela que havia um fato que fazia toda a diferença: ele esquecera de juntar a correia de couro à focinheira que desenhou para o carneiro do pequeno príncipe.

E, do mesmo modo, também ganhamos um presente: todas as vezes que nós, os leitores, olharmos para as estrelas, poderemos nos perguntar sobre a rosa, o carneiro e o principezinho.

A começar pelo fato de ser platônica da primeira à última página, por colocar em questão a nossa maneira de pensar que foi sedimentada pelos gregos e continua a provocar reflexões até os dias de hoje, assim como os nossos valores, poderíamos levar a efeito muitas e muitas discussões tão caras a todos nós.


Este ocupava todo o espaço do planeta, assim como, de maneira análoga, os governos absolutistas buscaram realizar-se ao longo da história, sobretudo no Estado Nacional Francês no surgimento da modernidade, ocupando todo o território nacional, através de um monopólio das terras, das armas e da economia, como defende Norbert Elias.

Apesar disso, pela personalidade peculiar do monarca, sua reflexão demonstra uma contradição na estrutura de um governo absolutista, ao apontar o problema que um governo totalitário pode trazer a si mesmo, caso não se fundamente na razão. Será que é possível a autoridade absolutista, ou no caso de qualquer outra autoridade totalitarista centralizadora de poder, ser sustentada pelo exercício da razão nas relações interpessoais, isto é, pela persuasão através do discurso como efetivação do poder? 


O poder da decisão das questões de interesse geral passa das mãos do soberano para a discussão e argumentação por meio de debates; a retórica e a sofística sistematizam os discursos, definindo regras de demonstração da verdade e desenvolvendo técnicas de persuasão. A nova lógica comunitária transformará a forma na qual o universo espiritual e as magistraturas se dão na polis, até mesmo exigindo uma prestação de contas dessa magistratura por meio do logos, já que ela não se estabelece mais pela força e sim pela persuasão.

A escrita, por meio desse movimento de publicidade e democratização, torna-se um bem comum de todos os cidadãos e um instrumento de divulgação de conhecimentos, assim como uma das bases da paideia, a formação do homem grego.

Ela transforma as leis em um bem comum, regra geral, passível de ser aplicada a todos, e não mais dependentes de uma autoridade privada.

Os pilares de um governo no qual há uma centralização total do poder na figura de um único indivíduo são o monopólio da violência, da economia e das terras.

Isso significa que, diferentemente do período anterior ao seu surgimento, o período medieval, em que as terras estavam divididas entre a nobreza, assim como as armas na possa desses senhores, e a figura da Igreja possibilitando o poder meramente formal das dinastias francesas, o início da modernidade com o surgimento do Estado Nacional Francês necessitou convergir, para a mão de um único governante, todos esses monopólios.

Parece que essa contradição inviabiliza a coexistência da fundamentação de um governo na razão e a centralização absoluta do poder na figura de um único indivíduo, na medida em que o exercício da razão confere poder à persuasão através do discurso, e não à autoridade centralizadora de um monarca.

Não é o discurso, mas é o medo, a fome e a insegurança que decorrem da efetivação dos monopólios da violência, da economia e das terras, sustentando, por conseguinte, a autoridade centralizadora e totalitarista.

Nessa passagem, esses dois personagens, no caso o monarca e o pequeno príncipe, discutem, de modo implícito, os fundamentos que possibilitam a reflexão acerca das relações políticas entre os indivíduos a partir desses dois fundamentos antagônicos que sustentam essas duas estruturas organizacionais da sociedade: de um lado, a racionalidade e a liberdade, que possibilitam o agir moral, a política e a cidadania, e, de outro, o autoritarismo e a total submissão, que removem a cidadania — dado que não há cidadãos, mas súditos — e inviabilizam qualquer possibilidade de prática política e de deliberação moral para uma vida melhor, o tão buscado “bem viver”.

Por outro lado, a coexistência entre um totalitarismo absoluto e uma fundamentação racional da vida prática parece, de longe, não fazer parte de uma estrutura viável e realizável de política — não seria antipolítica?


"Quando a tristeza bater na sua porta, abra um belo sorriso e diga: Desculpa, mas hoje a felicidade chegou primeiro! Jamais deixe que sua felicidade dependa dos outros. Ninguém deixaria de ser feliz por você."
                                                                          autor desconhecido

"Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros."
                                                                          Masaharu Taniguchi


sábado, 23 de junho de 2018

Sustentabilidade é uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo.


Sustentabilidade é uma característica ou condição de um processo ou de um sistema que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo.

Ultimamente, este conceito tornou-se um princípio segundo o qual o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a satisfação das necessidades das gerações futuras.

Questão social: é preciso respeitar o ser humano, para que este possa respeitar a natureza. E do ponto de vista humano, ele próprio é a parte mais importante do meio ambiente.

Questão energética: sem energia a economia não se desenvolve. E se a economia não se desenvolve, as condições de vida das populações se deterioram.

Questão ambiental: com o meio ambiente degradado, o ser humano abrevia o seu tempo de vida; a economia não se desenvolve; o futuro fica insustentável.

O princípio da sustentabilidade aplica-se a desde um único empreendimento, passando por uma pequena comunidade (a exemplo das ecovilas), até o planeta inteiro. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que ele seja:

1-Ecologicamente correto

2-Economicamente viável

3-Socialmente justo

4-Culturalmente diverso

A filosofia de vida irá mudar com á chegada da Automação e Sustentabilidade na Sociedade.

A Pegada Ecológica é a única métrica que mede a quantidade de natureza que temos e a quantidade de natureza que usamos. A pegada ajuda: 

A Pegada Ecológica acompanha o uso de seis categorias de áreas de superfície produtivas: terra de cultivo, pastagens, áreas de pesca, área construída, área florestal e demanda de carbono na terra.

Do lado da demanda, a Pegada Ecológica mede os ativos ecológicos que uma determinada população necessita para produzir os recursos naturais que consome (incluindo alimentos vegetais e produtos de fibras, gado e produtos pesqueiros, madeira e outros produtos florestais, espaço para infra-estrutura urbana) e absorver seus resíduos, especialmente as emissões de carbono.

Do lado da oferta, a biocapacidade de uma cidade, estado ou nação representa a produtividade de seus ativos ecológicos (incluindo terras agrícolas, pastagens, terras florestais, áreas de pesca e terras construídas).

Sua demanda pelos bens e serviços que suas terras e mares podem fornecer - frutas e legumes, carne, peixe, madeira, algodão para vestuário e absorção de dióxido de carbono - excede o que os ecossistemas da região podem renovar.

Usamos mais recursos e serviços ecológicos do que a natureza pode regenerar através da sobrepesca, da exploração excessiva de florestas e da emissão de mais dióxido de carbono na atmosfera do que as florestas podem sequestrar.

Todos os anos, a Global Footprint Network aumenta a conscientização sobre a superação ecológica global com a campanha Earth Overshoot Day, que atrai a atenção da mídia em todo o mundo. O Earth Overshoot Day foi transferido do final de setembro de 2000 para o dia 2 de agosto de 2017.

Cada país tem seu próprio perfil de risco ecológico: a maioria dos países está executando déficits ecológicos, exigindo mais da natureza do que seus ecossistemas podem se regenerar.

As comunidades e os planejadores urbanos de todo o mundo usam nossas ferramentas para orientar o uso da terra e as decisões orçamentárias, acompanhar o progresso da sustentabilidade e apoiar melhores políticas e ações de sustentabilidade. 

À medida que as populações humanas e o consumo aumentam, colocamos maiores exigências nos ecossistemas que são essenciais para a sobrevivência não apenas da humanidade, mas também das espécies selvagens.

Problemas como a mudança climática, a escassez de água, o excesso de colheita e a destruição de habitats - sintomas da pressão humana sobre os recursos finitos do planeta - estão derrubando populações de vida selvagem em todo o mundo.

Embora não seja uma medida direta das populações de espécies, a Pegada Ecológica fornece um indicador da pressão sobre os ecossistemas e a biodiversidade, medindo o nível competitivo de demanda ecológica que os humanos colocam sobre a biosfera.

Também resulta no acúmulo de dióxido de carbono que leva à mudança climática, com profundas implicações para os ecossistemas e as espécies que eles sustentam, bem como para o bem-estar de nossas sociedades e a estabilidade econômica.

Um relatório de 2010 da revista Science, ao qual a Global Footprint Network foi contribuinte, forneceu uma avaliação gritante de que os governos do mundo não cumpriram a meta estabelecida pela Convenção sobre Diversidade Biológica e, em vez disso, presidiram a enormes quedas.


“ Desenvolvimento ” é uma abreviação para se comprometer com o bem-estar de todos.

A medição dessas duas variáveis ​​revela que pouquíssimos países chegam perto de alcançar o desenvolvimento sustentável, apesar da crescente adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e outras políticas que buscam aumentar o bem-estar sem sacrificar o meio ambiente. 

No entanto, para alcançar o desenvolvimento sustentável global, a demanda da humanidade, nos níveis atuais da população, tem que cair abaixo de uma média de 1,7 gha por pessoa. 

No nível local, a Global Footprint Network testou uma ferramenta para ajudar organizações internacionais de desenvolvimento e empreendedores sociais a avaliar se seus projetos estão melhorando o bem-estar humano de maneira ambientalmente sustentável. 

Hoje, o termo “pegada de carbono” é frequentemente usado como abreviação para a quantidade de carbono (normalmente em toneladas) emitida por uma atividade ou organização. 

Nossa medição da Pegada de Carbono traduz a quantidade de emissões de dióxido de carbono na quantidade de terra produtiva e área marítima necessária para sequestrar essas emissões de dióxido de carbono. 

O pacto climático aprovado em Paris em dezembro de 2015 representou um enorme passo histórico na recriação de um futuro livre de fósseis para o nosso planeta. 

Não é nada surpreendente que quase 200 países em todo o mundo - incluindo nações exportadoras de petróleo - concordaram em manter a elevação da temperatura global bem abaixo de 2 graus Celsius e , para surpresa de muitos, foram ainda mais longe ao concordar em buscar esforços para limitar a aumentar para 1,5 graus acima dos níveis pré-industriais. 

A Automação, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais.

A Automação, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais. 

Com Automação, as empresas perceberam que se não aderissem a essa tecnologia, elas não seriam mais competitivas", afirma.

Isso não significa que todos perderão o emprego, mas que serão impactados em algum grau, que vai de desemprego a ter um "cobot" (colega de trabalho robô com quem divide as funções). 

A mudança é positiva na medida em que libera profissionais de tarefas monótonas, que por sua vez podem ser feitas com maior rapidez e eficiência quando automatizadas. 

Nesse cenário de extinção grande de trabalhos que exigem pouca qualificação e criação de um número menor que exige muita, a tendência é de aumento da desigualdade.

O fim de funções hoje exercidas pela população de baixa e média renda vai gerar desemprego e pressionar para baixo o salário das que restarem, diante da massa de pessoas buscando trabalho. 

Um novo grupo de pessoas cresce à margem dos direitos trabalhistas, classificados ora como "trabalhadoresindependentes", ora como "invisíveis" ou simplesmente "informais".

Segundo pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial com diretores das áreas de recursos humanos em empresas de 15 países, 44% deles acreditam que o maior impacto no mercado hoje vem das mudanças no ambiente de trabalho, como home office, e nos arranjos flexíveis, como contratação de pessoas físicas para trabalhar por projeto (a chamada "pejotização).

Um desafio extra para o Brasil é que ele precisa começar a lidar com essas questões novas ao mesmo tempo em que ainda não resolveu problemas antigos, como o alto índice de informalidade, que voltou a subir durante a crise e atinge 44,6% dos trabalhadores, segundo o IBGE. 

Para o sociólogo Ruy Braga, professor da USP e autor dos livros "A Rebeldia do Precariado" (2017) e "A Política do Precariado" (2012), as novas formas de trabalho que surgem mascaram o avanço do velho subemprego.

O que você ouviu é verdade: os robôs estão vindo para pegar nosso trabalho.

O que você ouviu é verdade: os robôs estão vindo para pegar nosso trabalho.


O que estamos vendo, e o que continuaremos a ver, é que, se uma tarefa requerer apenas a lógica para ser compreendida e concluída, uma máquina logo será capaz de realizá-la. 

É também empolgante: precisamos abraçar nossa criatividade, que, por enquanto, é a única coisa que nos diferencia das máquinas. 


Para terem sucesso nisso, os líderes e seus familiares precisarão possuir características específicas que os guiarão nesse imenso mar de mudanças e os ajudarão a chegar à outra margem, prontos para entrar em um admirável mundo novo.

Você precisa das seguintes características para abraçar completamente a tecnologia de automação:

1. Não deveria ser nenhuma surpresa que a primeira característica de que você precisará na economia criativa é inteligência criativa, mas vale reiterá-la, pois frequentemente ela é subestimada. Permita os familiares (e você mesmo) a sempre pensarem além — não se prenda a questões práticas até que seja o momento de transformar uma ideia em realidade. Ou seja: a automação permite não só que você teste mais ideias, como também que você faça as iterações mais rapidamente.
2.Independentemente de seu cargo ou setor, a capacidade de aceitar mudanças e se adaptar a elas será primordial para ter sucesso em um mundo automatizado. 

3.Ao criar um ambiente no qual os familiares fiquem livres para gastar pelo menos uma parte de seu expediente na busca por um projeto por paixão, a Google facilitava a criação de produtos formidáveis como o Gmail e o AdSense. 

4.Talvez o maior obstáculo na adoção da economia criativa será a superação de uma desconfiança inerente na IA e na automação. Trabalhos que antes exigiam uma pessoa — ou até mesmo uma equipe inteira de pessoas — serão realizados por uma única máquina. 

A questão não será mais “O que eu posso fazer” ou “O que essa pessoa que eu contratar pode fazer?”. 

E mais que isso: “O que podemos tirar das nossas costas de forma que possamos focar as coisas mais importantes que fazemos?”. 

A maravilha está justamente no que a torna mais intimidadora: ela irá, de fato, pegar os trabalhos das pessoas, mas isso significa que também irá liberar as pessoas para irem atrás de trabalhos criativos em um nível antes tido como impossível. 

A filosofia de vida irá mudar com á chegada da Automação e Sustentabilidade na Sociedade.

A nanotecnologia pode ser entendida como parte da Automação, a manipulação, a construção de materiais, substâncias, dispositivos, objetos que estão normalmente na escala nanométrica (1 nanômetro = 10-9 do metro) e que apresentam propriedades fortemente dependentes dessa escala de tamanho 1. 

Apesar de ser trabalhada, do ponto de vista teórico, desde a década de 1950, algumas aplicações práticas datam a Idade Média. 

A maior parte das cores que vemos nos esmaltes e cerâmicas em vitrais em igrejas medievais e vitorianas são resultantes de propriedades de materiais em nanoescala. 

Do ponto de vista do jurídico, quais os focos de discussão e desafios que traz em sua tese?


O principal ponto de contato entre o ambiente legal e a nanotecnologia que desenvolvo em minha tese de doutorado está relacionado à saúde do trabalhador. 

O objetivo de meu estudo é apontar questões jurídicas sobre prevenções, tais como indenizar eventuais riscos que se tornem danos e entender como se opera a contaminação dos trabalhadores.

Acredito que a missão do Direito seja a de garantir o máximo de prevenção possível, sem que o desenvolvimento tecnológico seja comprometido. 

Falo isso porque existem algumas regulações que não são específicas para nanotecnologia, mas que trabalham questões relacionadas ao desenvolvimento tecnológico, consumo e de eventuais indenizações, em casos de riscos produzidos.


Será que o desenvolvimento de tecnologias nano, sem um controle apriorístico a rigor, levaria a uma maior incidência de riscos? 


Será que o Direito realmente tem de colocar algum “freio” nesse desenvolvimento tecnológico, até como forma de preservação da espécie, do patrimônio e da liberdade? 


São empresas que tem investimento em pesquisa e desenvolvimento e cuidados que precisam ser tomados para garantir a saúde no ambiente de trabalho e para os consumidores. 

A biotecnologia é uma área que visa desenvolver produtos e processos biológicos com a ajuda da Automação e da tecnologia.

A biotecnologia é uma área que visa desenvolver produtos e processos biológicos com a ajuda da Automação e da tecnologia. 

A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica biotecnologia como “qualquer aplicação tecnológica que utiliza sistemas biológicos, organismos vivos, ou seres derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica”.

Seu alvo é sempre melhoramento genético, criação e gerenciamento de novos produtos como medicamentos, ingredientes para alimentos ou até indivíduos como plantas.

Hoje, graças ao avanço científico e tecnológico, dispomos de meios para alterar geneticamente animais, sementes, etc.

Tais animais e sementes são chamados de Organismos Geneticamente Modificados – OGM e causam muitas polêmicas e debates acirrados no mundo.

Já na seleção artificial, quando o homem começa a ter consciência e interferir no meio-ambiente, nós fomos selecionando, artificialmente, o que gostaríamos de consumir, vestir, criar etc.

Muitos de nossos tecidos, animais e tecnologia foram produtos de seleção artificial.

A mesmíssima coisa acontece com os organismos geneticamente modificados, conhecemos o mundo de tal maneira que hoje podemos estudar os genes e modificá-los a nosso bel-prazer em um laboratório.

De forma geral diminuíram em 37% o uso de pesticidas. Podemos criar animais transgênicos e utilizarmos seus órgãos em humanos, podemos, por exemplo, aproveitar o uso de tal tecnologia para fazer com que vacas deem mais leite com menos lactose e colesterol, etc.

Muitos críticos dos transgênicos não aceitam os fatos, acusam as empresas de serem monstros do capitalismo, acusam os cientistas de serem loucos tentando serem deuses, acusam os OGMs de fazerem mal à saúde humana.

Mas o fato é que existem mais de 2 mil estudos que comprovam a segurança dos transgênicos, dentre eles os principais órgãos científicos do mundo, como, por exemplo, a Academia Nacional de Ciência dos EUA:
“Até a data, mais de 98 milhões de hectares de culturas geneticamente modificadas foram cultivadas em todo o mundo.

E sempre foi assim em todas as descobertas científicas, como nas batalhas travadas entre a ciência e a religião, seja no caso da falácia do geocentrismo, na descoberta da evolução por seleção natural, nos debates sobre pesquisas com células-tronco embrionárias, ou na questão da ciência dos canabinoides.

“Seja a mudança que você quer ver no mundo”.
                                                                           Mahatma Gandhi

"A primeira regra de qualquer tecnologia utilizada nos negócios é que a automação aplicada a uma operação eficiente aumentará a eficiência. A segunda é que a automação aplicada a uma operação ineficiente aumentará a ineficiência."
                                                                                 Bill Gates 

domingo, 20 de maio de 2018

Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta pelo mundo.


A atitude filosófica é crítica porque o ser humano tomado por tal atitude dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a mulher tomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados frente às verdades que o meio lhe impõe.

O ser humano fica necessariamente perplexo diante da vida e com isso, ao se encantar com o cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge.

Através do questionamento e da problematização, o ser humano indaga o porquê das coisas e começa a construir novos mundos para resolver sua perplexidade diante dos fatos absurdos do mundo.

Então, uma pessoa que passa pelo mundo e não tem atitude filosófica, não tem também apego a sua vida e a do outro, pois mantém uma atitude passiva, como se estivesse frente à televisão, sem nada poder fazer para mudar os fatos que lhe apresentam.

Dado que só tomamos consciência de algumas dessas teorias, elas constituem preconceitos no sentido de que são defendidas sem qualquer verificação crítica, ainda que sejam de extrema importância para a acção prática e para a vida do homem.

Tais teorias constituem o ponto de partida de toda a ciência e de toda a filosofia. 

O objectivo é um senso comum esclarecido e critico, a prossecução de uma perspectiva mais próxima da verdade e uma influência menos funesta na vida do homem. 

Pelo contrário, o que é natural é que se centre na resolução problemas práticos, que se guie pelo senso comum, tendo em vista resolver certas necessidades imediatas ou interesses concretos (atitude natural). 

Ele está permanentemente a ser confrontado com novos problemas que o colocam perante novas situações imprevisíveis, e que o obrigam a alargar os seus horizontes de compreensão da realidade.

Trata-se de uma possibilidade, não algo que necessariamente tenha que acontecer a todos os homens nas mesmas circunstâncias e em todas as ocasiões.

Aristóteles afirmava que a filosofia tinha a sua origem no espanto, na estranheza e perplexidade que os homens sentem diante dos enigmas do universo e da vida.

É o espanto que os leva a formularem perguntas e os conduz à procura das respectivas soluções.

O que então emerge é uma dimensão inquietante de insatisfação e problematização.

O questionamento radical que anima o verdadeiro filósofo, não é mais do que um acto preparatório para fundar um novo saber sobre bases mais sólidas.

O que o aprendiz de filósofo encontra na filosofia são perguntas, problemas e incitamentos para que não confie em nenhuma autoridade exterior à sua razão, para que duvide das aparências e do senso comum.

 A única "receita" que os filósofos lhe dão é que faça da procura do saber um modo de vida.


Atitude filosófica é uma Atitude crítica ?


Onde diz não às evidências, problematizando e questionando, consiste em abordar os problemas sem preconceitos, mas para ter uma atitude filosófica não basta problematizar e questionar, temos também de arranjar argumentos válidos para tudo o que dizermos.

Um dos pontos que pode ser considerado menos bons desta atitude é dizer não ao senso comum, aos preconceitos e crenças, ou seja dizendo que afinal não sabemos aquilo que imaginávamos saber, à sempre algo de novo para descobrir e aprender, tal como diz a famosa afirmação de Sócrates,” Só sei que nada sei.”.

A reflexão é um pensamento consciente, ou seja, sabemos que estamos pensando e sobre o que estamos pensando.

A atitude filosófica é crítica: indaga, questiona (O que é – definição, significado- , Por que é – utilidade, motivo, razão, fundamento -, Como é – procedimento, maneira, forma).

A filosofia é, portanto, uma análise, uma reflexão e uma crítica.

Philo quer dizer aquele ou aquela que tem um sentimento amigável, pois deriva de philia, amizade e amor fraterno.

Pitágoras (século VI a.C.), filósofo e matemático grego, teria sido o primeiro a usar o termo filósofo, por não se considerar um sábio (sophós), mas apenas alguém que ama e procura a sabedoria.

Estamos inseridos na sociedade e não há como fugir desta realidade.

E mesmo que consigamos imaginar uma situação onde estaríamos completamente fora do círculo social no qual vivemos.

Ainda assim estaríamos inseridos no tempo, ou seja, interagindo com a natureza direta e indiretamente a todo instante, Visto isso me pergunto: 

De que forma e como aceitamos as coisas que nos são impostas?


Tudo que nos cerca hoje em dia damos como que algo normal, algo que passa muitas vezes despercebido, pela repetição ou pela quantidade de vezes que determinado fenômeno ocorre em nossas vidas.

porém convido vocês a irem um pouco mais além, buscar mesmo que timidamente, respostas que nos façam sair do comum, buscar novas realidades desconhecidas para nós até então.

O fato de que a grande maioria da sociedade vive no senso comum não significa que este quadro possa ser alterado,só que para isso temos que tomar atitudes que nos façam pensar, refletir sobre tudo que é imposto para a sociedade e pela sociedade.

E quando aceitamos as coisas como elas nos chegam, sem questionarmos aquilo que nos foi colocado anteriormente, aceitando tudo como uma verdade absoluta.

Estamos com certeza longe de questionar sobre qualquer assunto, vamos simplesmente aceitar tudo que nos é imposto como pura verdade e ponto final? 

Posso dizer que quando começamos a ter uma atitude filosófica, estamos caminhando para o distanciamento de tudo que antes era colocado como verdade.

Essa atitude filosófica que passamos a tomar, é buscar respostas, não aceitando tudo que nos é colocado pela sociedade e pela mídia (que é um grande manipulador de massa). 


Então, o que é Filosofia e pra que ela serve?

A Atitude Filosófica (ou Senso Crítico)?


Imaginemos alguém que tomasse a decisão de fazer perguntas inesperadas como, por exemplo, em vez de “que horas são?”, “O que é Tempo?”, ou, em vez de gritar “Mentiroso!”, questionasse-se sobre “o que é a verdade” ou “o que é a falsidade”. 


Ou ainda, se ao invés de exclamar: “Onde há fumaça, há fogo...”, perguntasse-se “o que é a causa?” ou “O que é o efeito?”.


Ao tomar essa distância, estaria interrogando a si mesma, desejando conhecer por que cremos no que cremos, por que sentimos o que sentimos e o que são nossas crenças e nossos sentimentos.
A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juizos, às crenças, opiniões e idéias da experiência cotidiana, ao que todo mundo diz e pensa, enfim, ao estabelecido.
Nele, nos perguntamos sobre o que são as coisas ou idéias, por que elas são como são e como é possível elas serem assim, e não de outra maneira.

A Atitude Filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele.

Por isso, pouco a pouco, as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar, como pensar, por que há o pensar? 


Ao ter contato pela primeira vez com a Filosofia no ensino médio, muitos jovens fazem a pergunta: “Filosofia para quê?”

– E essa pergunta é realmente fundamental. Na verdade, a filosofia está mais viva do que nunca: em nenhum tempo houve tantos filósofos produzindo Filosofia inovadora e de qualidade quanto em nossa época.

Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida?”, “qual o sentido do universo?”, “qual o sentido de tudo?”.

Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes:

Caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão, e que conduzem a uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.

A partir do questionamento e da redefinição do que é realmente importante em sua vida, o jovem pode adquirir maturidade e planejar, com mais clareza, o seu próprio amanhã.

Ela nos ajuda desvendar os mistérios e histórias da nossa existência, e compreender o porquê e a razão fundamental para tudo o que existe.

Temos que estar sempre prontos às mudanças que aparecerem em nossas vidas, por que a mudança é contínua e a natureza muda, as pessoas mudam o mundo em geral muda, nunca é tarde demais para mudar o rumo da sua vida.

Deus é o nosso senhor, que criou o mundo, a natureza e os seres vivos, e nos conduz a compreender os fundamentos da nossa existência, nos deu a inteligência, o amor, a fé, nos deu a vida.

Cada vez que praticamos uma ação, ao pensarmos, ao compreendermos o que o próximo quer lhe dizer e saber dizer o que você quer para o seu próximo estamos filosofando porque cada um de nós carregamos dentro de nós um grande filósofo.

A teoria do conhecimento tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de conhecer. 

Às vezes o termo é usado ainda como sinônimo de epistemologia, o que não é exato, pois a mesma é mais ampla, abrangendo todo tipo de conhecimento, enquanto que a epistemologia limita-se ao estudo sistemático do conhecimento científico, sendo por isso mesmo chamada de filosofia da ciência.

O que é o conhecimento científico, como se adquire, o que temos implícito quando dizemos que conhecemos determinado assunto, em que consiste a prática científica, que relação existe entre o conhecimento científico e o mundo real, quais as consequências práticas e éticas das descobertas científicas, são alguns dos problemas com que nos deparamos frequentemente.
A teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento.

Basicamente é conceituada como o estudo de assuntos que outras ciências não conseguem responder e se divide em quatro partes, sendo que três delas possuem correntes que tentam explica-las: 

I – O conhecimento como problema.

II – Origem do Conhecimento. 

III – Essência do Conhecimento.

IV – Possibilidade do Conhecimento. 


A polêmica racionalismo-empirismo tem sido uma das mais persistentes ao longo da história da filosofia, e encontra eco ainda hoje em diversas posições de epistemólogos ou filósofos da ciência. 

Abundam, ao longo da linha constituída nos seus extremos pelo racionalismo e pelo empirismo radicais, as posições intermédias, as tentativas de conciliação e de superação, como veremos a seguir.

Porém, é notório que existem características fundamentais, sem as quais se perde a essência do empirismo e a qual, todos os autores conservam.

Que é a tese de que todo e qualquer conhecimento sintético haure sua origem na experiência e só é válido quando verificado por fatos metodicamente observados.

Ou se reduz a verdades já fundadas no processo de pesquisa dos dados do real, embora, sua validade lógica possa transcender o plano dos fatos observados.

É o caso de John Stuart Mill, que na obra Sistema da Lógica diz que todos os conhecimentos científicos resultam de processos indutivos, não constituindo exceção as verdades matemáticas, que seriam resultado de generalizações a partir de dados da experiência.
Uma das obras baseadas nessa linha é a de John Locke (Ensaios sobre o Entendimento Humano), na qual ele explica que as sensações são ponto de partida de tudo aquilo que se conhece.

Na doutrina de Locke, existe a admissão de uma esfera de validade lógica a priori e, portanto não empírica, no que concerne aos juízos matemáticos. 


É a corrente que assevera o papel preponderante da razão no processo cognoscitivo, pois, os fatos não são fontes de todos os conhecimentos e não nos oferecem condições de “certeza”. 


Ao lado delas, existem as verdades de razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento humano e dotadas de universalidade e certeza (como por exemplo, os princípios de identidade e de razão suficiente).
enquanto as verdades de fato são contingentes e particulares, implicando sempre a possibilidade de correção, sendo válidas dentro de limites determinados.

Ainda retratando o pensamento racionalista, encontramos Reneé Descartes, adepto do inatismo, que afirma que somos todos possuidores, enquanto seres pensantes, de uma série de princípios evidentes, idéias natas.
que servem de fundamento lógico a todos os elementos com que nos enriquecem a percepção e a representação, ou seja, para ele, o racionalismo se preocupa com a ideia fundante que a razão por si mesma logra atingir.

Existe também uma outra linha racionalista, originada de Aristóteles, denominada intelectualismo, que reconhece a existência de “verdades de razão” e, além disso, atribui à inteligência função positiva no ato de conhecer.

Ou seja, a razão não contém em si mesma, verdades universais como idéias natas, mas as atinge à vista dos fatos particulares que o intelecto coordena.

Hessen, um dos adeptos do intelectualismo, lembra que há nele uma concepção metafísica da realidade como condição de sua gnoseologia, que é conceber a realidade como algo de racional,contendo no particularismo contingente de seus elementos, as verdades universais que o intelecto “lê” e “extrai”, realizando-se uma adequação plena entre o entendimento e a realidade, no que esta tem de essencial. 


O idealismo de Platão reduz o real ao ideal, resolvendo o ser em idéia, pois como ele já dizia, as idéias são o sol que ilumina e torna visíveis as coisas.

O que interessa à Teoria do Conhecimento, é o idealismo imanentista.

Que afirma que as coisas não existem por si mesmas, mas na medida e enquanto são representadas ou pensadas, de maneira que só se conhece aquilo que se insere no domínio de nosso espírito e não as coisas como tais.

Ou seja, há uma tendência a subordinar tudo à formas espirituais ou esquemas.

No idealismo, que é a compreensão do real como idealidade (o que equivale dizer a realidade como espírito), o homem cria um objeto com os elementos de sua subjetividade, sem que algo preexista ao objeto (no sentindo gnosiológico).

Sintetizando, o idealismo é a doutrina ou corrente de pensamento que subordina ou reduz o conhecimento à representação ou ao processo do pensamento mesmo.

Por entender que a verdade das coisas está menos nelas do que em nós, em nossa consciência ou em nossa mente, no fato de serem “percebidas” ou “pensadas”.


Parece que quando os problemas aparecem a gente sempre está desprevenido certo?
- Errado, é você que perdeu a capacidade de controlar os desafios que a vida nos oferece...
                                                    Racionais MC's

sábado, 21 de abril de 2018

Equilibrium mostra um futuro situado após uma eventual Terceira Guerra Mundial. A sociedade vive sob um regime totalitário que, no entanto, aboliu a maior parte dos crimes e infrações do cidadão comum, restando de criminosos praticamente apenas os “rebeldes” que são contrários ao sistema.

Equilibrium mostra um futuro situado após uma eventual Terceira Guerra Mundial. A sociedade vive sob um regime totalitário que, no entanto, aboliu a maior parte dos crimes e infrações do cidadão comum, restando de criminosos praticamente apenas os “rebeldes” que são contrários ao sistema.