VIVER DE FILOSOFIA “CONHECER A SI PRÓPRIO É O MAIOR SABER”.

Marcando uma grande empolgação em seu conhecimento sobre como viver de filosofia.“Conhecer a si próprio é o maior saber”.

domingo, 20 de maio de 2018

Atitude filosófica é uma atitude crítica e criativa frente à realidade posta pelo mundo.


A atitude filosófica é crítica porque o ser humano tomado por tal atitude dúvida das verdades estabelecidas pela sociedade, como por exemplo, as regras estabelecidas que são postas em dúvida e, dessa maneira, o homem e a mulher tomados pela crítica fundamentam as suas crenças e não ficam alienados frente às verdades que o meio lhe impõe.

O ser humano fica necessariamente perplexo diante da vida e com isso, ao se encantar com o cotidiano, o ser perplexado procura as soluções dos problemas que lhe atinge.

Através do questionamento e da problematização, o ser humano indaga o porquê das coisas e começa a construir novos mundos para resolver sua perplexidade diante dos fatos absurdos do mundo.

Então, uma pessoa que passa pelo mundo e não tem atitude filosófica, não tem também apego a sua vida e a do outro, pois mantém uma atitude passiva, como se estivesse frente à televisão, sem nada poder fazer para mudar os fatos que lhe apresentam.

Dado que só tomamos consciência de algumas dessas teorias, elas constituem preconceitos no sentido de que são defendidas sem qualquer verificação crítica, ainda que sejam de extrema importância para a acção prática e para a vida do homem.

Tais teorias constituem o ponto de partida de toda a ciência e de toda a filosofia. 

O objectivo é um senso comum esclarecido e critico, a prossecução de uma perspectiva mais próxima da verdade e uma influência menos funesta na vida do homem. 

Pelo contrário, o que é natural é que se centre na resolução problemas práticos, que se guie pelo senso comum, tendo em vista resolver certas necessidades imediatas ou interesses concretos (atitude natural). 

Ele está permanentemente a ser confrontado com novos problemas que o colocam perante novas situações imprevisíveis, e que o obrigam a alargar os seus horizontes de compreensão da realidade.

Trata-se de uma possibilidade, não algo que necessariamente tenha que acontecer a todos os homens nas mesmas circunstâncias e em todas as ocasiões.

Aristóteles afirmava que a filosofia tinha a sua origem no espanto, na estranheza e perplexidade que os homens sentem diante dos enigmas do universo e da vida.

É o espanto que os leva a formularem perguntas e os conduz à procura das respectivas soluções.

O que então emerge é uma dimensão inquietante de insatisfação e problematização.

O questionamento radical que anima o verdadeiro filósofo, não é mais do que um acto preparatório para fundar um novo saber sobre bases mais sólidas.

O que o aprendiz de filósofo encontra na filosofia são perguntas, problemas e incitamentos para que não confie em nenhuma autoridade exterior à sua razão, para que duvide das aparências e do senso comum.

 A única "receita" que os filósofos lhe dão é que faça da procura do saber um modo de vida.


Atitude filosófica é uma Atitude crítica ?


Onde diz não às evidências, problematizando e questionando, consiste em abordar os problemas sem preconceitos, mas para ter uma atitude filosófica não basta problematizar e questionar, temos também de arranjar argumentos válidos para tudo o que dizermos.

Um dos pontos que pode ser considerado menos bons desta atitude é dizer não ao senso comum, aos preconceitos e crenças, ou seja dizendo que afinal não sabemos aquilo que imaginávamos saber, à sempre algo de novo para descobrir e aprender, tal como diz a famosa afirmação de Sócrates,” Só sei que nada sei.”.

A reflexão é um pensamento consciente, ou seja, sabemos que estamos pensando e sobre o que estamos pensando.

A atitude filosófica é crítica: indaga, questiona (O que é – definição, significado- , Por que é – utilidade, motivo, razão, fundamento -, Como é – procedimento, maneira, forma).

A filosofia é, portanto, uma análise, uma reflexão e uma crítica.

Philo quer dizer aquele ou aquela que tem um sentimento amigável, pois deriva de philia, amizade e amor fraterno.

Pitágoras (século VI a.C.), filósofo e matemático grego, teria sido o primeiro a usar o termo filósofo, por não se considerar um sábio (sophós), mas apenas alguém que ama e procura a sabedoria.

Estamos inseridos na sociedade e não há como fugir desta realidade.

E mesmo que consigamos imaginar uma situação onde estaríamos completamente fora do círculo social no qual vivemos.

Ainda assim estaríamos inseridos no tempo, ou seja, interagindo com a natureza direta e indiretamente a todo instante, Visto isso me pergunto: 

De que forma e como aceitamos as coisas que nos são impostas?


Tudo que nos cerca hoje em dia damos como que algo normal, algo que passa muitas vezes despercebido, pela repetição ou pela quantidade de vezes que determinado fenômeno ocorre em nossas vidas.

porém convido vocês a irem um pouco mais além, buscar mesmo que timidamente, respostas que nos façam sair do comum, buscar novas realidades desconhecidas para nós até então.

O fato de que a grande maioria da sociedade vive no senso comum não significa que este quadro possa ser alterado,só que para isso temos que tomar atitudes que nos façam pensar, refletir sobre tudo que é imposto para a sociedade e pela sociedade.

E quando aceitamos as coisas como elas nos chegam, sem questionarmos aquilo que nos foi colocado anteriormente, aceitando tudo como uma verdade absoluta.

Estamos com certeza longe de questionar sobre qualquer assunto, vamos simplesmente aceitar tudo que nos é imposto como pura verdade e ponto final? 

Posso dizer que quando começamos a ter uma atitude filosófica, estamos caminhando para o distanciamento de tudo que antes era colocado como verdade.

Essa atitude filosófica que passamos a tomar, é buscar respostas, não aceitando tudo que nos é colocado pela sociedade e pela mídia (que é um grande manipulador de massa). 


Então, o que é Filosofia e pra que ela serve?

A Atitude Filosófica (ou Senso Crítico)?


Imaginemos alguém que tomasse a decisão de fazer perguntas inesperadas como, por exemplo, em vez de “que horas são?”, “O que é Tempo?”, ou, em vez de gritar “Mentiroso!”, questionasse-se sobre “o que é a verdade” ou “o que é a falsidade”. 


Ou ainda, se ao invés de exclamar: “Onde há fumaça, há fogo...”, perguntasse-se “o que é a causa?” ou “O que é o efeito?”.


Ao tomar essa distância, estaria interrogando a si mesma, desejando conhecer por que cremos no que cremos, por que sentimos o que sentimos e o que são nossas crenças e nossos sentimentos.
A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juizos, às crenças, opiniões e idéias da experiência cotidiana, ao que todo mundo diz e pensa, enfim, ao estabelecido.
Nele, nos perguntamos sobre o que são as coisas ou idéias, por que elas são como são e como é possível elas serem assim, e não de outra maneira.

A Atitude Filosófica inicia-se dirigindo essas indagações ao mundo que nos rodeia e às relações que mantemos com ele.

Por isso, pouco a pouco, as perguntas da Filosofia se dirigem ao próprio pensamento: o que é pensar, como pensar, por que há o pensar? 


Ao ter contato pela primeira vez com a Filosofia no ensino médio, muitos jovens fazem a pergunta: “Filosofia para quê?”

– E essa pergunta é realmente fundamental. Na verdade, a filosofia está mais viva do que nunca: em nenhum tempo houve tantos filósofos produzindo Filosofia inovadora e de qualidade quanto em nossa época.

Para os que têm necessidade de encontrar uma resposta às perguntas: “qual o sentido da vida?”, “qual o sentido do universo?”, “qual o sentido de tudo?”.

Mais do que fornecer respostas prontas, a Filosofia sugere caminhos possíveis e coerentes:

Caminhos que podem ser seguidos por qualquer um, desde que se disponha a utilizar a sua razão, e que conduzem a uma análise crítica das atitudes e das práticas adotadas em sua própria vida.

A partir do questionamento e da redefinição do que é realmente importante em sua vida, o jovem pode adquirir maturidade e planejar, com mais clareza, o seu próprio amanhã.

Ela nos ajuda desvendar os mistérios e histórias da nossa existência, e compreender o porquê e a razão fundamental para tudo o que existe.

Temos que estar sempre prontos às mudanças que aparecerem em nossas vidas, por que a mudança é contínua e a natureza muda, as pessoas mudam o mundo em geral muda, nunca é tarde demais para mudar o rumo da sua vida.

Deus é o nosso senhor, que criou o mundo, a natureza e os seres vivos, e nos conduz a compreender os fundamentos da nossa existência, nos deu a inteligência, o amor, a fé, nos deu a vida.

Cada vez que praticamos uma ação, ao pensarmos, ao compreendermos o que o próximo quer lhe dizer e saber dizer o que você quer para o seu próximo estamos filosofando porque cada um de nós carregamos dentro de nós um grande filósofo.

A teoria do conhecimento tem por objetivo buscar a origem, a natureza, o valor e os limites do conhecimento, da faculdade de conhecer. 

Às vezes o termo é usado ainda como sinônimo de epistemologia, o que não é exato, pois a mesma é mais ampla, abrangendo todo tipo de conhecimento, enquanto que a epistemologia limita-se ao estudo sistemático do conhecimento científico, sendo por isso mesmo chamada de filosofia da ciência.

O que é o conhecimento científico, como se adquire, o que temos implícito quando dizemos que conhecemos determinado assunto, em que consiste a prática científica, que relação existe entre o conhecimento científico e o mundo real, quais as consequências práticas e éticas das descobertas científicas, são alguns dos problemas com que nos deparamos frequentemente.
A teoria do conhecimento, se interessa pela investigação da natureza, fontes e validade do conhecimento.

Basicamente é conceituada como o estudo de assuntos que outras ciências não conseguem responder e se divide em quatro partes, sendo que três delas possuem correntes que tentam explica-las: 

I – O conhecimento como problema.

II – Origem do Conhecimento. 

III – Essência do Conhecimento.

IV – Possibilidade do Conhecimento. 


A polêmica racionalismo-empirismo tem sido uma das mais persistentes ao longo da história da filosofia, e encontra eco ainda hoje em diversas posições de epistemólogos ou filósofos da ciência. 

Abundam, ao longo da linha constituída nos seus extremos pelo racionalismo e pelo empirismo radicais, as posições intermédias, as tentativas de conciliação e de superação, como veremos a seguir.

Porém, é notório que existem características fundamentais, sem as quais se perde a essência do empirismo e a qual, todos os autores conservam.

Que é a tese de que todo e qualquer conhecimento sintético haure sua origem na experiência e só é válido quando verificado por fatos metodicamente observados.

Ou se reduz a verdades já fundadas no processo de pesquisa dos dados do real, embora, sua validade lógica possa transcender o plano dos fatos observados.

É o caso de John Stuart Mill, que na obra Sistema da Lógica diz que todos os conhecimentos científicos resultam de processos indutivos, não constituindo exceção as verdades matemáticas, que seriam resultado de generalizações a partir de dados da experiência.
Uma das obras baseadas nessa linha é a de John Locke (Ensaios sobre o Entendimento Humano), na qual ele explica que as sensações são ponto de partida de tudo aquilo que se conhece.

Na doutrina de Locke, existe a admissão de uma esfera de validade lógica a priori e, portanto não empírica, no que concerne aos juízos matemáticos. 


É a corrente que assevera o papel preponderante da razão no processo cognoscitivo, pois, os fatos não são fontes de todos os conhecimentos e não nos oferecem condições de “certeza”. 


Ao lado delas, existem as verdades de razão, que são aquelas inerentes ao próprio pensamento humano e dotadas de universalidade e certeza (como por exemplo, os princípios de identidade e de razão suficiente).
enquanto as verdades de fato são contingentes e particulares, implicando sempre a possibilidade de correção, sendo válidas dentro de limites determinados.

Ainda retratando o pensamento racionalista, encontramos Reneé Descartes, adepto do inatismo, que afirma que somos todos possuidores, enquanto seres pensantes, de uma série de princípios evidentes, idéias natas.
que servem de fundamento lógico a todos os elementos com que nos enriquecem a percepção e a representação, ou seja, para ele, o racionalismo se preocupa com a ideia fundante que a razão por si mesma logra atingir.

Existe também uma outra linha racionalista, originada de Aristóteles, denominada intelectualismo, que reconhece a existência de “verdades de razão” e, além disso, atribui à inteligência função positiva no ato de conhecer.

Ou seja, a razão não contém em si mesma, verdades universais como idéias natas, mas as atinge à vista dos fatos particulares que o intelecto coordena.

Hessen, um dos adeptos do intelectualismo, lembra que há nele uma concepção metafísica da realidade como condição de sua gnoseologia, que é conceber a realidade como algo de racional,contendo no particularismo contingente de seus elementos, as verdades universais que o intelecto “lê” e “extrai”, realizando-se uma adequação plena entre o entendimento e a realidade, no que esta tem de essencial. 


O idealismo de Platão reduz o real ao ideal, resolvendo o ser em idéia, pois como ele já dizia, as idéias são o sol que ilumina e torna visíveis as coisas.

O que interessa à Teoria do Conhecimento, é o idealismo imanentista.

Que afirma que as coisas não existem por si mesmas, mas na medida e enquanto são representadas ou pensadas, de maneira que só se conhece aquilo que se insere no domínio de nosso espírito e não as coisas como tais.

Ou seja, há uma tendência a subordinar tudo à formas espirituais ou esquemas.

No idealismo, que é a compreensão do real como idealidade (o que equivale dizer a realidade como espírito), o homem cria um objeto com os elementos de sua subjetividade, sem que algo preexista ao objeto (no sentindo gnosiológico).

Sintetizando, o idealismo é a doutrina ou corrente de pensamento que subordina ou reduz o conhecimento à representação ou ao processo do pensamento mesmo.

Por entender que a verdade das coisas está menos nelas do que em nós, em nossa consciência ou em nossa mente, no fato de serem “percebidas” ou “pensadas”.


Parece que quando os problemas aparecem a gente sempre está desprevenido certo?
- Errado, é você que perdeu a capacidade de controlar os desafios que a vida nos oferece...
                                                    Racionais MC's

sábado, 21 de abril de 2018

Equilibrium mostra um futuro situado após uma eventual Terceira Guerra Mundial. A sociedade vive sob um regime totalitário que, no entanto, aboliu a maior parte dos crimes e infrações do cidadão comum, restando de criminosos praticamente apenas os “rebeldes” que são contrários ao sistema.

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