Marcando uma grande empolgação em seu conhecimento sobre como viver de filosofia.“Conhecer a si próprio é o maior saber”.

domingo, 26 de novembro de 2017

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna”


O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão.

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. 




É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia.

É mais uma alegoria do que propriamente um mito.

Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos.

Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão).

Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc.

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade.

A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade.

Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.

Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.

Mito da caverna é uma metáfora criada pelo filósofo grego Platão.


O que consiste na tentativa de explicar a condição de ignorância em que vivem os seres humanos e o que seria necessário para atingir o verdadeiro “mundo real”, baseado na razão acima dos sentidos.

O Mito da Caverna é um dos textos filosóficos mais debatidos e conhecidos pela humanidade, servindo de base para explicar o conceito do senso comum em oposição ao que seria a definição do senso crítico.

Também conhecida como Alegoria da Caverna ou Parábola da Caverna, esta história está presente na obra “A República”, criada por Platão e que discute, essencialmente, a teoria do conhecimento, linguagem e educação para a construção de um Estado ideal.

Para evitar que suas ideias atraíssem outras pessoas para os “perigos da insanidade”, os prisioneiros mataram o fugitivo.

Como estavam presos, os prisioneiros podiam enxergar apenas as sombras das imagens, julgando serem aquelas projeções a realidade.

De acordo com a história formulada por Platão, existia um grupo de pessoas que viviam numa grande caverna, com seus braços, pernas e pescoços presos por correntes, forçando-os a fixarem-se unicamente para a parede que ficava no fundo da caverna.

As pessoas que estavam na caverna, porém, não acreditaram naquilo que o ex-prisioneiro contava e chamaram-no de louco.

Atrás dessas pessoas existia uma fogueira e outros indivíduos que transportavam ao redor da luz do fogo imagens de objetos e seres, que tinham as suas sombras projetadas na parede da caverna, onde os prisioneiros ficavam observando.

Certa vez, uma das pessoas presas nesta caverna conseguiu se libertar das correntes e saiu para o mundo exterior.

O Mito da Caverna mantém-se muito contemporâneo nas diversas sociedades ao redor do mundo, que preferem permanecer alheios ao pensamento crítico (seja por preguiça ou falta de interesse) e aceitar as ideias e conceitos que são impostos por um grupo dominante, por exemplo.

Para Platão, a caverna simbolizava o mundo onde todos os seres humanos vivem, enquanto que as correntes significam a ignorância que prendem os povos, que pode ser representada pelas crenças, culturas e outras informações de senso comum que são absorvidas ao longo da vida.

Assim como aconteceu com seu mestre, Sócrates, que foi morto pelos atenienses devido aos seus pensamentos filosóficos que provocavam uma desestabilização no “pensamento comum”, o protagonista desta metáfora foi morto para evitar a disseminação de ideias “revolucionárias”.

A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira.


O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

Essa, ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc.

Os prisioneiros fazem, inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as corretas denominações e regularidades.

Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam.

Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado para fora da caverna.

No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar.

são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres.

Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir pela maioria ignorante.

Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair das amarras e vasculhar o interior da caverna.

Significa dizer que ele poderia contemplar a verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos.

O mundo fora da caverna representa o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo o conhecimento dos seres sensíveis.

Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu.

Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas.

Ele veria que o que permitia a visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não as sombras.

Não demoraria a perceber que aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas, sendo, portanto, mais reais.

Quando começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos esforçar, estudar, aprender, querer saber.

A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria.

O Sol representa a Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu com Deus).

A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos).

Não teria dificuldades em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor que aquece etc.).

O mito da caverna de Platão é uma das partes do livro VI de “A República”, onde Platão discute a teoria do conhecimento, a linguagem, e a educação na formação de um Estado ideal.

O mito da caverna de Platão é uma das partes do livro VI de “A República”, onde Platão discute a teoria do conhecimento, a linguagem, e a educação na formação de um Estado ideal.


Em sua narrativa, Platão fala sobre prisioneiros que são acorrentados desde o nascimento no interior de uma caverna, olhando somente para uma parede iluminada por uma fogueira, que também ilumina um palco, onde estátuas de figuras humanas, vegetais e animais são manipuladas, como se estivessem representando o cotidiano dessas figuras.

Platão, com essa fábula, quer dizer que os prisioneiros somos nós mesmos que, conforme nossas tradições, hábitos e culturas, nos acostumamos com o que conhecemos e fazemos juízo apenas daquilo que nos foi transmitido.

Vamos supor, ainda, que esse mesmo prisioneiro saísse da caverna.

As sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo essa a única forma de imagem que os prisioneiros conseguem enxergar.

O inteligível é o reino real, onde aprendemos o mundo e nos construímos como seres humanos.

A fábula, ou alegoria, do mito da caverna é uma forma de falar sobre as dificuldades que os homens possuem de entender, uma vez que o sábio nem sempre consegue ser ouvido pela maioria que ignora a realidade.

Para entender o mundo, devemos estudar, aprender, querer saber sobre o mundo.

Ao mesmo tempo, criam torneios para se vangloriarem de acertar as corretas denominações e regularidade de aparições.

No decorrer do tempo, os prisioneiros dão nomes a essas sombras, da mesma forma como fazemos com todas as coisas, e também à regularidade de suas aparições.

Supondo que um dos prisioneiros conseguisse sair das amarras e se pusesse a vascular o interior da caverna, ele descobriria que a visão das sombras era permitida pela fogueira e que, na verdade, os seres eram as estátuas e não as sombras.

No interior da caverna, os homens não conseguem mover-se para trás e só podem olhar para a parede do fundo da caverna, em sua frente.

Platão imagina alguns homens que desde a infância se encontram aprisionados em uma caverna, com uma pequena abertura por onde penetra a luz exterior.

La fora, às suas costas, brilha o resplendor de uma fogueira acesa sobre uma colina e entre ela e os presos há um caminho por onde passam outros homens carregando pequenas estátuas.

A parte das sensações físicas deve ser subordinada a ela.

Platão usa toda a representação da caverna para dizer que o mundo que percebemos com nossos sentidos é um mundo ilusório e confuso mundo das sombras.

Percebe que o mundo que havia vivido antes era irreal e desprezível.

Pouco a pouco, tenta habituar-se: primeiro, consegue ver as sombras, em seguida as imagens refletidas na água e por fim, tudo em sua volta.

Quando um dos prisioneiros consegue escapar da caverna e alcançar o mundo luminoso, se deslumbra e a claridade externa quase o cega.

Porém há um reino mais elevado, espiritual, eterno, onde está o que existe de verdade, ou seja, as ideias, que só a razão pode conhecer.

Por isso apenas parte racional (mental) do homem é nobre e boa.

Esse é o mundo que se encontra fora da caverna e que só os filósofos chegam a perceber e a mais elevada delas é a Ideia do Bem, causa e finalidade do universo.

Porém essas reminiscências fazem com que a alma esteja sempre voltada para um mundo ideal.

As sensações do corpo, porém, tendem a desviá-la desse caminho, que é o da sabedoria da vida.

Platão explica que a alma antes de ficar aprisionada ao corpo, habitava o mundo luminoso das ideias, guardando apenas vagas lembranças, desta existência anterior.

As sombras desses homens são projetadas no fundo da caverna e vistas pelos prisioneiros que ouvem vozes e as atribui às próprias sombras, pois para eles é a única realidade.

Esse é o mundo que se encontra fora da caverna e que só os filósofos chegam a perceber e a mais elevada delas é a Ideia do Bem, causa e finalidade do universo.

O espírito é imortal e durante sua passagem pelo mundo procura recordar-se daquele universo onde está a suprema verdade e o bem.

A elevação moral, própria da filosofia platônica, termina por dividir toda a realidade existente em duas partes antagônicas: espírito e matéria.

Se dissesse a seus companheiros que aquele mundo era de sombras e não de coisas reais, certamente ririam dele.

E ao amanhecer a imagem refletida do Sol.

Vê o céu, as estrelas e a Lua.


O Mito da caverna de Platão narra o drama de prisioneiros que desde o nascimento foram isolados e acorrentados em uma caverna de forma que só era possível para eles ver uma parede.

O Mito da caverna de Platão narra o drama de prisioneiros que desde o nascimento foram isolados e acorrentados em uma caverna de forma que só era possível para eles ver uma parede.


A manipulação das estátuas era projetada na parede como sombras e estas eram as únicas imagens que os prisioneiros conseguiam ver.

Essa fogueira era destinada a iluminar um palco em que estavam fixadas estátuas de plantas, animais e homens a representar cotidianos.

Contudo, não poderia fazê-lo, pois, os prisioneiros por não vislumbrarem uma realidade que não aquela a qual presenciavam de dentro da caverna debochariam do amigo recém-voltado, acusando-o de louco e provavelmente o ameaçando caso não parasse de dizer coisas por eles acreditadas insanas.

Considerando ainda que após isso o mesmo homem fosse levado à força para fora da caverna, ele imediatamente teria sua visão ofuscada e imediatamente depois do abalo se depararia com uma realidade completamente diferente da qual estava acostumado.

Ao longo do tempo os homens acorrentados da caverna passaram a nomear não só as sombras como seres, mas também as ações regulares que estes seres faziam.

Assim, fascinado com essa grande descoberta, o homem sentirá pena de seus companheiros e logo planejará compartilhar de seu conhecimento com eles.

Logo entenderia que passou todo aquele tempo julgando coisas que não existiam e acreditando em ilusões.

Também se costumou realizar torneios entre os prisioneiros onde deveriam ser acertadas as denominações para as situações observadas, de modo que se gabavam com isso.

Passaria então a contemplar o extraordinário mundo lá fora e mais uma vez faria uma nova conclusão: aqueles seres externos à caverna eram muito mais dotados de atributos que os anteriores observados.

Considerando que em determinado momento, um desses homens moradores da caverna fosse retirado de suas correntes e obrigado a explorar todo o interior da caverna, ele descobriria a fogueira por ali posta e concluiria que os verdadeiros seres eram as estátuas e não as sombras até então visualizadas.

A reação dos prisioneiros por fim reflete que na maioria das vezes o sábio não é ouvido pelos ignorantes.

A alegoria retrata os prisioneiros (que somos nós) com tradições, hábitos e crenças diferentes e por isso com uma noção deturpada das coisas, provocada pelo uso apenas do que lhes é transmitido.

O mundo do lado de fora é o real e inteligível, que é dotado de formas e com uma identidade inalterável.

“A Grécia é o berço da civilização”.


“A Grécia é o berço da civilização”.

Dentre os pensadores mais importantes do ocidente, sem dúvida alguma, citamos Platão e Aristóteles, talvez os mais importantes e influentes pensadores de toda a história.

Essa conhecida frase nos remete ao nascimento do mundo ocidental, mais precisamente no séc.XX a.C., que presenciou o surgimento da civilização grega.

O Mito da Caverna ou Alegoria da Caverna, foi narrado no livro VII da obra mais importante de Platão, “A República”.

Nele narra-se o diálogo de Sócrates com seu amigo Glauco a respeito de uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em que é descrito a situação geral em que se encontra a humanidade.

Acredita-se que esta obra foi escrita entre 380 e 370 a.C.

Como se não bastasse despontar a civilização ocidental, os gregos também foram responsáveis pelo surgimento da razão, do logos, da racionalidade como meio de conhecimento do mundo.

A Filosofia, criada pelos gregos, pode ser considerada o início do conhecimento racional no mundo ocidental.

Para ser ter uma ideia dessa influência, o "Mito da Caverna", de Platão, é um dos textos filosóficos mais lidos e discutidos ainda na hoje, seja na universidade, nas escolas ou nas discussões mais intelectualizadas.

Para descrever isso, ele remete à imagem de um grupo de homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna, imobilizados por correntes e obrigados a olhar apenas para a parede da caverna à sua frente.

Platão utilizou a linguagem alegórica para mostrar o quanto os homens estavam presos a imagens, sombras ou preconceitos e superstições, como correntes ligadas aos seus corpos.

O seu mundo ‘real’ era formado por sombras de estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, refletidas na parede da caverna.

O primeiro é o mundo da imperfeição, da ilusão, da mera opinião, do “eu acho”.

No dia a dia, muitas são as cavernas em que nos envolvemos e nos encontramos, seja por comodismo ou alienação, e encontramo-nos enganados e submersos, sem nos darmos conta de que tudo é mera especulação ou ilusão.

O segundo é o mundo da verdade, do conhecimento, das ideias, das formas inteligíveis e perfeitas, dos conceitos, do “eu sei”.

Assim, O Mito da Caverna, e a filosofia como um todo, é um convite permanente à reflexão e à vida digna.

No início, ao sair da caverna e das trevas que ali reinavam, ficou cego devido à claridade vinda de fora.

O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (episteme), por inteiro, se abria perante ele, podendo então vislumbrar o mundo das formas perfeitas ou o mundo da verdade, do conhecimento verdadeiro.

Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: o sensível, que é percebido pelos cinco sentidos, e o inteligível (o mundo das ideias), que se alcança apenas com a racionalidade, o pensamento puro, livre das 'trapaças' dos sentidos.

O homem deveria se empenhar em uma atitude de investigação, pesquisa, discernimento, aprofundamento, problematização, criticidade, enfim, se empenhar na atitude filosófica, para que consiga atingir o bem maior para sua vida, que só pode ser decorrência da verdade ou, pelo menos, da busca sincera e incessante por ele.

Maravilhado com o conhecimento, ele voltou para dentro da caverna para narrar o fato aos seus amigos ainda acorrentados, com o intuito de também libertá-los, mas eles não acreditaram nele e revoltados com a sua “mentira”, acostumados a permanecerem na “zona de conforto”, ameaçaram matá-lo.

Gradativamente, seus olhos foram se acostumando à claridade e vislumbraram um outro mundo, com natureza, cores, “imagens” diferentes do que antes considerada verdadeiro.

O mito da caverna de Platão nos permitiu compreender como o filósofo percebia o mundo.

Por um lado, temos a realidade como ela é. Por outro lado, encontramos uma ficção onde nossas crenças e sonhos assumem um papel preponderante.

A relação entre o mundo físico e o mundo das ideias dá origem a uma realidade cheia de luzes e sombras.

No entanto, atrás delas havia um muro e um pouco mais longe uma fogueira.

Mas era uma realidade artificial enganosa; para eles as projeções eram a própria realidade.

Mas, antes de mergulharmos mais a fundo em tudo isso, o que diz o mito da caverna?


Talvez o mundo perfeito e emblemático das ideias seja uma utopia para a nossa natureza, mas isso não significa que desistir da nossa curiosidade seja melhor do que ficar na nossa zona de conforto.

Talvez, pela nossa condição humana, não possamos dispensar esse mundo de sombras, mas podemos nos esforçar para que essas sombras sejam cada vez mais nítidas.

É curioso como essa visão oferecida pelo mito da caverna pode ser tão atual.

Nunca saíram de lá e nem podiam olhar pata trás para saber a origem das correntes que os prendiam.

De acordo com a história formulada por Platão, existia um grupo de pessoas que viviam em uma grande caverna desde que nasceram, com seus braços, pernas e pescoços presos por correntes, forçando-os a olharem unicamente para a parede dessa caverna.

Diante da menor possibilidade de uma outra visão de mundo possível, a história nos diz que nossa inércia nos empurra para derrubá-la, considerando-a uma ameaça à ordem estabelecida.

Os homens só tinham visto as projeções desde que nasceram, por isso, não tinham necessidade ou curiosidade de se virar e ver o que produzia essas sombras.

No entanto, com paciência e esforço, seguiu em frente.

Aos poucos, foi se acostumando com o que era tão desconhecido.

O mito da caverna simboliza a ignorância como uma realidade que se torna incômoda quando começamos a ter consciência da sua presença.

Algo que não foi muito bem visto e que poderia desencorajá-lo.

Convencer aqueles que se privam da liberdade de que eles também podem ser livres se decidirem romper com a aparente comodidade em que vivem.

Sem se deixar vencer pela confusão ou entregar-se aos caprichos do medo, ele saiu da caverna.

Entre o muro e a fogueira alguns homens transportavam objetos que se projetavam sobre as paredes da caverna.

Mas, à medida que avançamos em direção à saída da caverna, percebemos que tudo o que acreditávamos não era inteiramente verdade.

O Mito da Caverna narrado por Platão no livro VII da Republica é, talvez, uma das mais poderosas metáforas imaginadas pela filosofia, em qualquer tempo, para descrever a situação geral em que se encontra a humanidade.


Era assim que viviam os homens, concluiu ele.

A sua existência era pois inteiramente dominada pela ignorância (agnóia).

Assim, ainda estupefato, ele se depararia com a existência de um outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo em que fora criado.

Num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria, ofuscado pela extrema luminosidade do exuberante Hélio, o Sol, que tudo pode, que tudo provê e vê.

Para o filósofo, todos nós estamos condenados a ver sombras a nossa frente e tomá-las como verdadeiras.

Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos (que Platão chama de ídolos) eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade.

Platão viu a maioria da humanidade condenada a uma infeliz condição.

Essa poderosa crítica à condição dos homens, escrita há quase 2500 anos atrás, inspirou e ainda inspira inúmeras reflexões pelos tempos a fora.

O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (espiteme), por inteiro, se escancarava perante ele, podendo então vislumbrar e embevecer-se com o mundo das formas perfeitas.

Se por um acaso, segue Platão na sua narrativa, alguém resolvesse libertar um daqueles pobres diabos da sua pesarosa ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, o que poderia então suceder-lhe?

O Mito da Caverna, de Platão, fala sobre um grupo de prisioneiros que, vivem acorrentados em uma caverna e passam o dia todo olhando para uma fogueira.


Lá, ele descobre que as coisas que conhecia não são reais.

Os prisioneiros interpretam as projeções como verdadeiras, adquirindo uma visão distorcida do mundo.

Mas nem sempre acreditam.

Ao retornar à caverna, seus confrades não acreditam no que diz.

Imaginemos o público dos veículos de comunicação representando os prisioneiros da caverna.

O Mito de Platão é um dos primores da filosofia.

Uma pessoa que lê uma matéria poderá discordar da forma como ela foi escrita.

Negou a realidade que se apresentava a ele.

Da mesma forma como a projeção de um objeto pela fogueira é distorcida, sempre haverá distorção na arte de comunicar.

Certo dia, um prisioneiro consegue escapar, atingindo o mundo externo.

Os críticos, frequentemente, afirmam que a mídia busca mostrar a verdade que lhe convém.

Na parede, são projetadas imagens (sombras) de formas corriqueiras do nosso cotidiano: objetos, pessoas, animais etc.

Não há como negar que alguns veículos de comunicações procuram manipular certos acontecimentos a fim de prejudicar pessoas que desejam sai fora da cena.

Proativo, ele não se contenta com os discursos fervorosos dos deputados sobre negativas de envolvimento em qualquer escândalo.

Como resultado da grande mídia – e diferentemente do Mito, de Platão – as pessoas acreditaram em sua versão.

O “Mito da Caverna”, ou “Alegoria da Caverna”, é uma teoria desenvolvida por Platão a respeito da percepção humana.


Na alegoria da caverna, Platão demonstra a diferença entre pessoas que acreditam que seu conhecimento sensorial é real, e aquelas que realmente enxergam a verdade.

O filósofo utilizou o mito da caverna para explica que o conhecimento adquirido através das sensações não passa de uma opinião, e que para transformá-lo em conhecimento real, é necessário fazer isso através da racionalização filosófica.

Atrás dos prisioneiros, há uma fogueira, e – entre as costas dos prisioneiros e a fogueira, há um caminho.

Os prisioneiros estão amarrados às pedras.

Ele busca conhecimento fora da caverna e do senso comum.

Na teoria platônica, o mito da caverna é uma crítica à falta da busca pela razão.

No mito da caverna, ele indica que as pessoas preferem acreditar em seus dogmas, do que questionar suas crenças em busca da verdade.

Ela demonstra que pessoas que baseiam seu conhecimento naquilo que sentem estão vulneráveis a engarem-se, pois são sujeitos a enganos.

Entre elas, animais, plantas, madeiras e pedras.

Elas enxergam apenas as sombras das pessoas e objetos que estão sendo carregados.

À medida que acostuma-se com a nova realidade, ele percebe que a visão antiga da realidade estava errada.

Neste “jogo”, os prisioneiros adivinham qual sombra seria a próxima a aparecer.

Os prisioneiros estão nesta situação desde que nasceram, e nunca viram o exterior da caverna.

O prisioneiro, então, retorna à caverna para contar aos outros prisioneiros sobre suas descobertas.

Para isso, ele propõe existência da seguinte situação: Há uma caverna com três prisioneiros sem eu interior.

Sua jornada é a busca pela verdade e conhecimento baseada na razão.

Por este caminho, pessoas passam carregando diversas coisas sobre suas cabeças.

Ele fica chocado com o mundo que descobre fora dela, e não acredita que ele seja real.

A escapada do prisioneiro representa, no mito da caverna, o filósofo.

A partir disso, conclui que sua antiga visão de mundo e que seu jogo de adivinhação não tinham propósito.

6 maneiras de refletir sobre o Mito da Caverna. 


O que é a caverna?


O mundo de aparências em que vivemos.Quem são as sombras projetadas no fundo da caverna?

As coisas que percebemos.Que são os grilhões e as correntes?

São nossos preconceitos e opiniões, nossa crença de que o que estamos percebendo é uma realidade.Quem é o prisioneiro que consegue sair?

É o filósofo.O que é a luz do sol? É a luz da verdade.O que é o mundo que aparece iluminado elo sol?

É a realidade.E qual é o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e que ele deseja usar para conceder a liberdade aos demais prisioneiros? É a Filosofia.

 É a realidade.E qual é o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e que ele deseja usar para conceder a liberdade aos demais prisioneiros? É a Filosofia.
A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.
(O Pensador).
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