Marcando uma grande empolgação em seu conhecimento sobre como viver de filosofia.“Conhecer a si próprio é o maior saber”.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Conhecendo as coisas ou será nossa realidade?

Como podemos afirmar que conhecemos algo?

Como podemos afirmar que conhecemos algo?






Alguns conhecem os filmes pelas músicas, assim como há aqueles que conhecem os filmes pelo nome dos atores.

Antes de respondê-lo me ative ao que ele queria saber por “coisa”.

Estes dias um Professor estava em sala de aula, com mais trinta e tantos alunos quando um lhe perguntou: Como o professor aprendeu tanta coisa?

Ai, eu mesmo me perguntei: Como chegamos ao conhecimento das coisas?

Se eu perguntasse a você, como você chega ao conhecimento das coisas?

Pergunte-se, como é que você chega ao conhecimento e estará abreviando um processo que pode estar engessado pela educação, costume, senso comum, receitas prontas.

Vamos refletir sobre como aprendemos o que aprendemos?


Existem ainda aqueles que conhecem os filmes pelos lugares onde foram filmados e assim será para cada um.

Vamos  ver como Sócrates com a Ironia e a Maiêutica acreditava chegar ao conhecimento das coisas.

Alguns disseram que liam repetidamente até não esquecerem, outros disseram que faziam a mesma coisa, mas o resultado ficava aquém do primeiro.

Para que algo possa ser conhecido por nós é preciso que seja percebido pelos sentidos,mas isso ainda não é suficiente para dizermos que conhecemos o que a coisa é.


É preciso que reconheçamos tal objeto como um objeto de certo tipo e não de outro (para que eu identifique o objeto como cadeira e não como banco, por exemplo).

Mas um pensamento sem objeto não é sequer um pensamento.

Para isso, eu preciso de um conceito.

Logo, é preciso que os universais sejam pensamentos de alguma coisa.

Um conceito é uma representação geral e abstrata de algo.

Ele é um meio entre o sujeito que conhece e o objeto conhecido.

Além disso, viu nelas uma oportunidade de apresentar uma solução capaz de conciliar Platão e Aristóteles em uma única teoria.

A solução apresentada por Boécio não é isenta de problemas e lacunas.

A querela dos universais Durante a Idade Média, a natureza dos universais deu lugar a intensos debates entre as mentes mais brilhantes desse período.

Os universais, portanto, são incorpóreos, mas subsistem apenas ligados aos corpos, embora possamos pensá-los separadamente.

Existe algo de geral na realidade ou a generalização é meramente intelectual?


Debate que ficou conhecido como querela dos universais.

A solução proposta por Boécio é que os nossos sentidos nos comunicam as coisas no estado de confusão.

Apesar de terem posições diferentes sobre a origem das ideias, definiram o campo de nossa experiência cognitiva ao estabelecer que todo conhecimento tem uma parte sensível e outra intelectiva.

Ou seja, quando formo o conceito de "gato", ele é apenas uma abstração ou existe algo como uma "gatuidade" presente em cada um dos indivíduos e que me permite reconhecê-los como tais?


O conceito pode ser considerado subjetivamente como ato de conceituar ou classificar os objetos - e objetivamente como conteúdo do ato, ou seja, o que o conceito significa.

Por seu caráter geral e abstrato, os conceitos são considerados universais, ou seja, um termo que é comum a muitos singulares, sem designar a nenhum deles em particular, da mesma forma que podemos dizer que os indivíduos singulares Maria, João, José pertencem à humanidade (universal).

Por outro lado, imaginemos que as ideias gerais são simples representações de nosso espírito, isto é, que nenhum objeto corresponda na realidade às ideias que temos deles.

são dois marcos fundamentais na história da filosofia.

Por meio dele eu me refiro às coisas no mundo e posso comunicar meus conhecimentos para outras pessoas.


É preciso que reconheçamos tal objeto como um objeto de certo tipo e não de outro (para que eu identifique o objeto como cadeira e não como banco, por exemplo).

Quando se afirma que a natureza das coisas é fundamentalmente incognoscível por causa da camada linguística-conceptual de mediação (ou histórico-cultural, ou biopsicológica, ou transcendental, etc.) 

Mas quando nos libertamos do poder sugestivo e hipnó- tico dessa ilusão colectiva, começamos a perceber que talvez a sua aparente evidência afinal não seja de todo e afinal possam existir boas razões para se duvidar da sua validade teórica e do seu valor de verdade.

Mas quando nos libertamos do poder sugestivo e hipnó- tico dessa ilusão colectiva, começamos a perceber que talvez a sua aparente evidência afinal não seja de todo e afinal possam existir boas razões para se duvidar da sua validade teórica e do seu valor de verdade.

Claro que se pode objectar que nem todo o discurso, só porque parece ser do senso comum, é necessariamente do senso comum.

como se deve calcular, não custa nada concordar que sim, uma vez que não são somente as coisas e as suas aparências que iludem, ou nos iludem, mas também as palavras e os seus significados, sobretudo aquelas que usamos mais e às quais estamos mais habituados, por paradoxal que isso seja ou pareça.

E que mesmo que este fosse obtido isso não asseguraria de todo a verdade ou validade da matéria em causa?


Aliás, quando se presta atenção às palavras normalmente usadas para colocar criticamente em causa a possibilidade do realismo – que é, no fundo, a possibilidade do próprio conhecimento –, elas surgem, regra geral, como explicitamente kantianas, revelando assim, eventualmente à revelia dos seus autores, a matriz básica que os informa, dada a não inocência dos termos que usamos para significar o que queremos dizer, como certamente saberão muito bem todos os adeptos assumidos do pós-estruturalismo e do desconstrucionismo filosóficos.

De qualquer modo, que a tese kantiana da separação absoluta entre a natureza ou essência das coisas (o famoso númeno ou coisa-em-si) e as suas aparências ou fenómenos (ou coisas-para-nós, ou representações), com a inevitável crença na absoluta incognoscibilidade da primeira, se tornou praticamente um dogma do senso comum, seja ele mais popular ou intelectualmente mais sofisticado, parece dificilmente contestável, atendendo à proliferação das suas manifestações tanto na filosofia como na ciência ou na cultura popular.

Portanto, não duvidando minimamente da origem intelectualmente mais sofisticada de algumas críticas ao realismo epistemológico, é necessário dizer que essa mesma sofisticação de origem não parece relevante para quem quer discutir ideias não tanto pela sua origem ou prestígio académico, muito menos pelos nomes sonantes que lhes possam estar associados, mas mais pelo seu valor de verdade, assim como pelos argumentos melhores ou piores que podemos ter para as considerar racionais ou defensáveis, como é seguramente aqui o caso.

A realidade interna ao ser, seu mundo das ideias, embora na qualidade de ens fictionis intra mentis (ipsis literis, in "Proslogion" de Anselmo de Aosta - argumento ontológico).

ou seja, enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se ideia, e ser ideia, pode - ou não - ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.

Quanto ao externo - o fato de poder ser percebido só pela mente - torna-se sinônimo de interpretação da realidade, de uma aproximação com a verdade.

No cerne do problema está presente a questão da imagem (a representação sensível do objeto) e a da ideia (o sentido do objeto, a sua interpretação mental ).

Em senso comum, realidade significa o ajuste que fazemos entre a imagem e a ideia da coisa, entre verdade e verossimilhança.

O problema da realidade é matéria presente em todas as ciências e, com particular importância, nas ciências que têm como objeto de estudo o próprio homem :


1- A antropologia cultural e todas as que nela estão implicadas :


2- A filosofia, a psicologia, a semiologia e muitas outras, além das técnicas e das artes visuais.

Na interpretação ou representação do real, (verdade subjetiva ou crença), a realidade está sujeita ao campo das escolhas, isto é, determinamos parte do que consideramos ser um fato, ato ou uma possibilidade, algo adquirido a partir dos sentidos e do conhecimento adquirido.

Dessa forma, a construção das coisas e as nossas relações dependem de um intrincado contexto, que ao longo da existência cria a lente entre a aprendizagem e o desejo: o que vamos aceitar como real??

Em um nível muito mais amplo e subjetivo, experiências privadas, a curiosidade, a investigação e a seletividade envolvidas na interpretação pessoal da realidade.

externalizada pelos eventos pode ser vista por um e apenas um indivíduo e, portanto, é chamada de fenomenológica. Muitas das experiências consideradas espirituais ocorrem neste nível da realidade.

A Fenomenologia é um método filosófico desenvolvido nos primeiros anos do século XX por Edmund Husserl e um grupo de seus seguidores nas universidades de Göttingen e Munique, na Alemanha.

Posteriormente, os temas fenomenológicos foram retomados por filósofos na França, nos Estados Unidos e em outros lugares, muitas vezes em contextos muito diferentes do trabalho de Husserl.

A palavra fenomenologia vem do grego phainomenon, que significa "o que aparece", e lógos, que significa "estudo".

Na concepção de Husserl, a fenomenologia essencialmente se preocupa com as estruturas da consciência e os fenômenos que aparecem em atos da consciência, objetos de reflexão sistemática e análise.

Husserl acreditava que a fenomenologia poderia, assim, proporcionar uma base firme para o conhecimento de todos os seres humanos, incluindo o conhecimento científico, e poderia estabelecer a filosofia como uma "ciência rigorosa".

A concepção de Husserl sobre a fenomenologia tem sido criticada e desenvolvida não apenas por ele próprio, mas também por seu aluno e assistente Martin Heidegger, por existencialistas, como Maurice Merleau-Ponty, Jean-Paul Sartre, e por outros filósofos, como Paul Ricoeur, Emmanuel Levinas, e Dietrich von Hildebrand.

O termo "verdade" não tem uma definição única sobre a qual a maioria dos filósofos profissionais e estudiosos concordem, e várias teorias sobre a verdade continuam a ser debatidas.

O objetivismo metafísico sustenta que as verdades são independentes de nossas crenças, exceto as proposições que são realmente sobre nossas crenças ou sensações, o que é verdadeiro ou falso é independente do que pensamos que seja verdadeiro ou falso.

Quando dois ou mais indivíduos concordam sobre a interpretação e a experiência de um evento específico, um consenso sobre um evento e sua experiência começa a ser formado.

A verdade não pode simplesmente ser considerada verdade se um fala e o outro ouve, porque o viés do indivíduo e a falibilidade desafiam a ideia de que a certeza ou a objetividade são facilmente compreendidas.

Para os antirrealistas, a inacessibilidade de qualquer verdade final ou objetiva significa que não há nenhuma verdade além do consenso socialmente aceito (Embora isto signifique que há muitas verdades, e não uma verdade única).

Para os realistas, o mundo é um conjunto de fatos definidos, que existem independentemente da percepção humana ("O mundo é tudo o que é o caso" -Tractatus Logico-Philosophicus), e esses fatos são o árbitro final da verdade.

A proposta de apoio de Galileu à teoria de Copérnico, de que o sol é o centro do sistema solar, é uma teoria que afirma um fato do mundo natural.

Axiomas são realidades autoevidentes, cuja existência é aceita como dada e a partir da qual mais concepções são geradas.

Axiomas são realidades autoevidentes, cuja existência é aceita como dada e a partir da qual mais concepções são geradas.

Os fatos de um mundo natural seriam verdadeiros apenas em uma construção sistêmica desse mundo.

O fato de que "o sol nasce no leste" pode não ser válido em um sistema solar diferente onde o planeta pode ser inclinado em um ângulo diferente, ou girar na direção oposta, de modo que a estrela possa subir no horizonte do planeta a partir do oeste, em vez do leste.

Por exemplo, a ideia teórica dos grupos matemáticos, de que a união de um conjunto de uma entidade com um outro conjunto de quatro entidades (que exclui a entidade do primeiro grupo) criaria um conjunto que contém cinco entidades,seria válida em qualquer processo sistêmico ou em qualquer universo.

Pode-se argumentar que as declarações deste tipo são verdades triviais, uma vez que as definições dos conceitos de "grupo", "entidade", "união", "um", "quatro" e "cinco" são todos definidos um em relação ao outro, e que esses conceitos não têm nenhuma realidade inerente fora dessa estrutura de autorreferência.

Formulações matemáticas e proposições da lógica matemática são baseadas em axiomas, e, portanto, esses campos são muitas vezes referidos como disciplinas puras.

Tradicionalmente, certas regras foram enumeradas em onze parte para obter o sucesso de uma definição,essenciais das coisas desse tipos:




1.Uma definição deve exibir o conjunto de atributos essenciais da coisa definida (o definiendum).                             
2.Definições devem evitar circularidade. Definir, por exemplo, "cavalo" como "membro da espécie equus" não diz coisa alguma sobre como compreender o que "cavalo" quer dizer.



3.Usar termos sinônimos para definir um termo implica circularidade. Esse vício é chamado de circulus in definiendo. 



4.Por outro lado, usar termos correlatos ao que se quer definir é aceitável e, às vezes, inevitável: é difícil imaginar como definir "antecedente" sem usar a noção de "consequente".                                                                                                                                               

5.Uma definição não deve ser ampla demais, nem estreita demais. 



6.O ideal é que uma definição seja tal, que possa ser aplicada a todos os casos a que se aplica o termo, isto é, não deixe nada de importante de fora, e tal, que evite incluir coisas sobre as quais o termo não se aplica, isto é, não seja abrangente demais.                                               



7.Uma definição não deve ser obscura. 


8.Se uma definição pretende esclarecer ou explicar o significado de um termo através de outros termos, então esses termos não podem eles mesmos necessitar de maiores esclarecimentos, sob pena de necessidade de novas definições sucessivas, ad infinitum. Em latim, a violação dessa regra chama-se obscurum per obscurius. 

9.O ideal é que os termos do definiens sejam, a princípio, mais compreensíveis que o definiendum.                                                                                                                                                                
10.Uma definição não deve ser negativa, quando pode ser positiva, sob pena de abrangência demasiada. Por exemplo, definir "janela" como "ausência de dor" ou definir "saúde" como "ausência de doença". 

11.No entanto, às vezes isso pode ser inevitável. "Ponto", por exemplo, é normalmente definido como "algo sem partes" e "cegueira" é normalmente definida como "ausência de visão em criaturas que geralmente a possuem".





Tradicionalmente, certas regras foram enumeradas em seis parte para obter o sucesso de uma definição,essenciais das coisas desse tipos:

Não existe cedo ou tarde, não existe tempo certo ou errado. As coisas acontecem quando têm que acontecer, cada uma no seu tempo e nada por acaso.autor Desconhecido