Marcando uma grande empolgação em seu conhecimento sobre como viver de filosofia.“Conhecer a si próprio é o maior saber”.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A importância da atitude critica numa reflexão filosófica

A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às idéias da experiência cotidiana, ao que "todo mundo diz e pensa", ao estabelecido.

A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não ao senso comum, aos pré-conceitos, aos pré-juízos, aos fatos e às idéias da experiência cotidiana, ao que "todo mundo diz e pensa", ao estabelecido.


A segunda característica da atitude filosófica é positiva, isto é, uma interrogação sobre o que são as coisas, as idéias, os fatos, as situações, os comportamentos, os valores, nós mesmos. 

É também uma interrogação sobre o porquê disso tudo e de nós, e uma interrogação sobre como tudo isso é assim e não de outra maneira. 

O que é? Por que é? Como é? Essas são as indagações fundamentais da atitude filosófica.


A face negativa e a face positiva da atitude filosófica constituem o que chamamos de atitude crítica e pensamento crítico.

A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do senso comum e, portanto, começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber; por isso, o patrono da Filosofia, o grego Sócrates, afirmava que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer:

"Sei que nada sei". Para o discípulo de Sócrates, o filósofo grego Platão, a Filosofia começa com a admiração; já o discípulo de Platão, o filósofo Aristóteles, acreditava que a Filosofia começa com o espanto.

Admiração e espanto significam: tomamos distância do nosso mundo costumeiro, através de nosso pensamento, olhando-o como se nunca o tivéssemos visto antes, como se não tivéssemos tido família, amigos, professores, livros e outros meios de comunicação que nos tivessem dito o que o mundo é; 

como se estivéssemos acabando de nascer para o mundo e para nós mesmos e precisássemos perguntar o que é, por que é e como é o mundo, e precisássemos perguntar também o que somos, por que somos e como somos.

A primeira característica da atitude filosófica é negativa, isto é, um dizer não aos “pré-conceitos”, aos “pré-juízos”, aos fatos e as idéias da experiência cotidiana, ao que “todo mundo diz e pensa”, ao estabelecido.

Atividade de examinar e avaliar detalhadamente uma idéia, um valor, um costume, um comportamento, uma obra artística ou cientifica. 

Em geral, julgamos que a palavra crítica significa “ser do contra”, dizer que tudo vai mal, que tudo está errado, que tudo é feio ou desagradável. 

Em geral, crítica é mau humor, coisa de gente chata ou pretensiosa que acha que sabe mais que os outros.

A atitude filosófica é uma atitude critica porque preenche esses três significados da noção de critica, a qual, como se observa, dizendo não as crenças e aos preconceitos do dia-a-dia para que possam ser avaliados racional e criticamente. 

Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber ou, como dizia Sócrates, começamos a buscar o conhecimento quando somos capazes de dizer: “Só sei que nada sei”. 

No Mito da Caverna, criado por Platão, o primeiro liberto, aquele que decidiu sair da caverna e conhecer/enfrentar o mundo, utilizou-se de uma postura evidente: a atitude crítica. 


O que estamos a dizer é que essa atitude é característica humana, sendo necessário apenas ter vontade para isso. 

Em uma fórmula geral, podemos dizer que a atitude crítica, parte intrínseca do que chamamos de atitude filosófica, se distingue em dois movimentos: o negativo e o positivo. 

Muitas vezes a tomamos por uma resposta ruim ao que realizamos ou como tentativa de nos inferiorizar diante de um evento ou de outras pessoas. 

Krinein significa capacidade de separar para distinguir, capacidade de entender, estudar, examinar e ainda outros sentidos que nos servem construtivamente: capacidade de julgar, decidir, escolher, isso tudo sem pré-juízos, sem preconceitos. 

Esse movimento necessita uma avaliação interior que reconheça nossos preconceitos e pré-julgamentos dos eventos e pessoas que nos cercam. 

Normalmente retórico, isto é, com necessidade de ponderar sobre as perguntas que realizamos, o movimento positivo busca o desenvolvimento da eloquência sobre o cotidiano.

Ao parar diante de uma banca de jornal onde estão dispostas as notícias do dia, as revistas e até talões de jogos de azar, que tal realizar algumas questões como:

 “por que aquela notícia está disposta daquela forma?”, “a fim de que os jornais ou a banca de revista querem que eu a veja?” e ainda: “o que são os jornais?”, “como são os jornais?”, “por que estão aí?”, “o que é um jornal?”, “o que é o certo?”, “o que é o errado?”, “o que é verdade?”, “o que é mentira?”... 

No Mito da Caverna, criado por Platão, o primeiro liberto, aquele que decidiu sair da caverna e conhecer/enfrentar o mundo, utilizou-se de uma postura evidente: a atitude crítica.


A filosofia inicia sua existência dizendo 'não' às crenças e preconceitos que passaram a ser submetidos à avaliação crítico-racional, argumentando que aquilo que julgamos saber, na verdade, não o sabemos. 


Se admito que "só sei que nada sei", vou procurar saber, buscar, procurar, pesquisar e adquirir o saber. 

Todavia, se não admitir a própria ignorância nada saberá, pois não se pode encher um pote que já se encontra cheio, é necessário esvaziá-lo.
A Filosofia se interessa por aquele instante em que a realidade natural (o mundo das coisas) e a realidade histórico-social (o mundo dos homens) tornaram-se estranhas, espantosas, incompreensíveis e enigmáticas, quando as opiniões estabelecidas disponíveis já nãos nos pode satisfazer. 

atitude moderna torna-se um pouco mais evidente: sua definição de pintor moderno como aquele que transfigura o mundo ao exercer sua liberdade de imaginação (FOUCAULT). 

Envolve tanto uma relação do sujeito com a sua atualidade a partir de uma escolha de atribuição de valores ao mundo quanto uma relação do sujeito consigo mesmo que irá incorporá-los, no caso de Baudelaire, como um dândi que se toma como objeto, e, em um só gesto, distancia-se de si e aplica sobre si suas experiências, compondo,assim, a unidade de um estilo. 

Para afastarmos a ingenuidade dessa hipótese, basta tomarmos o modo como Foucault se utiliza do texto de Kant para refletir sobre sua própria prática filosófica:

como buscamos destacar, para Foucault a saída da menoridade kantiana relaciona-se principalmente a um pensamento crítico que interpreta a filosofia como forma desmontagem das técnicas de poder que imobilizam o sujeito e seu pensamento. 

A filosofia inicia sua existência dizendo 'não' às crenças e preconceitos que passaram a ser submetidos à avaliação crítico-racional, argumentando que aquilo que julgamos saber, na verdade, não o sabemos.

Em vez de “que horas são?” ou “que dia é hoje?”

perguntasse: O que é o tempo? Em vez de dizer “está sonhando” ou “ficou maluca”, quisesse saber: O que é o sonho? “Esta casa é mais bonita do que a outra”, por: 

O que é “mais”? O que é o belo? O que é o falso? O que é o erro? Se, em vez de falar na subjetividade dos namorados, inquirisse: 

O que é o amor? O que é o desejo? Se, em lugar de discorrer tranqüilamente sobre “maior” e “menor” ou “claro” e “escuro”, resolvesse investigar: O que é a quantidade?

E se, em vez de afirmar que gosta de alguém porque possui as mesmas idéias, os mesmos gostos, as mesmas preferências e os mesmos valores, preferisse analisar: O que é um valor?

Ao tomar essa distância, estaria interrogando a si mesmo, desejando conhecer por que cremos no que cremos, por que sentimos o que sentimos e o que são nossas crenças e nossos sentimentos. 

É também uma interrogação sobre o porquê disso tudo e de nós, e uma interrogação sobre como tudo isso é assim e não de outra maneira. 

por isso, o patrono da Filosofia, o grego Sócrates, afirmava que a primeira e fundamental verdade filosófica é dizer: “Sei que nada sei”. já o discípulo de Platão, o filósofo Aristóteles, acreditava que a Filosofia começa com o espanto.

Admiração e espanto significam: tomamos distância do nosso mundo costumeiro, através de nosso pensamento, olhando-o como se nunca o tivéssemos visto antes, como se não tivéssemos tido família, amigos, professores, livros e outros meios de comunicação que nos tivessem dito o que o mundo é; 

como se estivéssemos acabando de nascer para o mundo e para nós mesmos e precisássemos perguntar o que é, por que é e como é o mundo, e precisássemos perguntar também o que somos, por que somos e como somos. 

Se pensarmos nas formas que o pensamento e ações humanas podem se relacionar com o conhecimento e o mundo a nossa volta.

Se pensarmos nas formas que o pensamento e ações humanas podem se relacionar com o conhecimento e o mundo a nossa volta.

No entanto o significado original da palavra se relaciona com a capacidade de julgar, avalia, e examinar racionalmente e detalhadamente uma idéia (ou um valor, um comportamento, uma obra e etc.).

Quando falamos do significado da palavra crítica, podemos ter em mente o trabalho do crítico de música ou de arte que em tese, é o profissional que através de um estudo racional julga e avalia as obras artísticas (uma música, um álbum musical, um quadro e etc.). 

Por um lado ela nega os saberes estabelecidos, os pré-conceitos e os pré-juízos.

O que impele o homem a Atitude Crítica é o desejo de saber que nasce da percepção das contradições, incoerências e inconsistências das crenças cotidianas.

Os momentos de crise (momentos que as explicações estabelecidas não dão conta de resolver e pensar os problemas e realidade discutida) são momentos especialmente férteis para o exercício da crítica (e assim sendo também da filosofia). 


Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.
Clarice Lispector